Charlotte Gainsbourg: “Tudo agora é politicamente correto. Tão chato. Tão previsível.”

(Fotos: Divulgação)

Numa entrevista ao The Guardian, Charlotte Gainsbourg admitiu que hoje em dia tudo é politicamente correto e que por isso, tudo é “previsível” e “chato”.

No caso dos homens, as coisas são piores, pois estes devem ter mais medo hoje em dia: “Um Tweet e está feito… a carreira deles acabou“. Para a atriz e cantora, o seu pai, Serge Gainsbourg, teria sido miserável nos dias que correm, “porque se importava com o que as pessoas sentiam, o que elas pensavam, quando era criticado“.

Apesar de ser conhecido como um provocador nato, com temas como Lemon Inscest e a sua versão da Marselhesa em reggae, Serge Gainsbourg era para a filha um homem sensível, que teve de passar pela Segunda Guerra Mundial com uma marca de judeu no corpo, sofrendo depois disso muitos ataques de uma França ainda “muito antissemita”. 

Defendendo mais uma vez Lars Von Trier, com quem trabalhou em O Anticristo e Ninfomaníaca, Charlotte afasta o cenário de misoginia nos filmes do autor, afirmando que fez algum dos melhores trabalhos no cinema com ele e que o dinamarquês cria excelentes papéis femininos. Quando confrontada com as palavras de Björk sobre os alegados abusos que recebeu de um cineasta, que toda a gente associou a Von Trier , Charlotte não comenta, mas afirma que Von Trier gosta de levar os atores para locais bem negros e que é isso que procura quando atua: “Quero que alguém me leve a lugares onde não estive, onde é difícil, onde me sinto desconfortável. Isso é tudo o que quero. Para mim, muito do trabalho é deixar-me ir e confiar nele em todos os momentos“.

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