Numa entrevista à Allure, a atriz Sharon Stone duvida que o filme de culto de 1992, Instinto Fatal (Basic Instinct), fosse produzido em 2019.

Segundo ela, o filme de Paul Verhoeven “foi criado no exato momento certo da história, porque capturou todos os medos, dúvidas e o momento de mudança do poder das mulheres“.
Famoso pelas cenas sexuais e pela intriga em forma de thriller, Instinto Fatal segue Michael Douglas, um detetive seduzido pela principal suspeita da investigação de um assassinato, Catherine Tramell (Sharon Stone).
“Ainda é um filme intrigante, mas poderia ser feito agora? Duvido que tivesse qualquer forma do sensacionalismo que possuía na época.”, explicou Stone.
Sobre o poder que teve ao longo da carreira, a atriz fala em enganos e que o que resta agora é o poder da “dignidade“. “À medida que envelheci, ganhei o poder do estrelato. Pensei que tinha o poder de ser uma mulher poderosa em Hollywood. Mas naquela época, não havia tal coisa. Existiam coisas no meu contrato – que eu supostamente teria o poder de escolher o meu coprotagonista, mas isso nunca foi verdade, tal como o poder de escolher os meus próprios filmes. Era um falso poder. Era um poder falso. Consegui fazer alguns filmes, mas principalmente filmes escolhidos por homens, escritos por homens, vendidos por homens. (…) Agora estou a descobrir o que é o verdadeiro poder: o poder da dignidade; manter a minha casa, a minha família, as minhas finanças, a minha saúde (…) Decidi usar aminha fama para algo valioso“.

