De Abdellatif Kechiche (A Vida de Adèle) aprendemos a esperar sempre o mais controverso.

Após ser cilindrado pela crítica internacional em maio pelo segundo canto de Mektoub Mon Amour (Intermezzo), presente na competição do Festival de Cannes, o projeto não voltou a ver a luz do dia em mais nenhum festival de cinema. E pelos vistos não verá tão facilmente de acordo com o “corte final” ali mostrado. Recorde-se que estas críticas vinham acompanhadas de informações que o realizador terá ido longe demais, ao ter recorrido a métodos para obter uma cena de sexo não simulada dos seus atores – nomeadamente a sua atriz principal Ophélie Bau (em cima, nomeada ao César pelo seu papel no Canto Primeiro desta saga), que se mostrou desconfortável em se sentar junto à equipa do filme.
O cineasta finalmente saiu de um silêncio de meses, e falou finalmente à imprensa (via Les InRocks). Num comunicado público dirigido à agente de Bau, Kechiche afirmou ter sido vítima de uma conspiração para o derrotar, orquestrada pelos media e pelos agentes de outras atrizes que trabalhou no passado (como Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux), ao mesmo tempo que diz que Ophélie Bau sentiu-se feliz em mostrar o seu corpo na altura, e que ela pediu especificamente uma mudança no elenco para que o cunnilingus fosse feito pelo seu próprio namorado. Kechiche termina a carta alegando que convidou a atriz para a sala de montagem para esta ter poder para sugerir quaisquer alterações à cena.

Uma fonte francesa entretanto está a lançar um rumor que o cineasta está ainda na sala de montagem, desta feita para lançar uma versão que apaga a atriz principal – e o elemento do elenco com maior tempo de antena na película – de todas as suas cenas.
Lembramos que o filme continua sem data de lançamento marcada até mesmo para o território francês. Se este rumor se tornar verdadeiro, será melhor esperar sentado…

