Morreu Peter Fonda, ícone da contracultura após “Easy Rider”

(Fotos: Divulgação)

O ator faleceu vítima de cancro no pulmão

Peter Fonda, que  co-escreveu, produziu e protagonizou o filme Easy Rider (1969), morreu esta sexta-feira de cancro de pulmão. Tinha 79 anos.

Foi a sua irmã, a também famosa Jane Fonda, que deu a notícia num comunicado: “Estou muito triste. Ele era o meu irmãozinho de coração doce. O falador da família. Tive uns belos momentos sozinha com ele nestes últimos dias. Ele foi-se a rir.

Nascido em Nova Iorque a 23 de fevereiro de 1940, Peter era filho da estrela de cinema Henry Fonda e da socialite nova-iorquina Frances Seymour Brokaw. Irmão de Jane Fonda e pai de Bridget Fonda, Peter teve  sua estreia profissional na Broadway em 1961 em Blood, Sweat e Stanley Poole, pelo qual recebeu ótimas críticas e recebeu prémios de melhor ator em estreia. 

Em 1962 surgiu pela primeira vez na TV – nas séries Naked City, The New Breed e Wagon Train – e um ano depois apareceu no grande ecrã em Tammy e o Doutor e na saga de soldados norte-americanos na Segunda Guerra Mundial, Os Vitoriosos (1963).

Antes de trabalhar com Roger Corman em Wild Angels (1966), como líder de um gangue de motoqueiros, Fonda ainda surgiu na famosa série A Hora de Alfred Hitchcock e no filme Jovens Apaixonados (1964), de Samuel Goldwyn Jr.. Com o rei dos filmes de baixo orçamento, entenda-se Corman, repetiria a experiência em Os Hippies (1967) e um ano depois dava nas vistas em Histórias Extraordinárias (1968), contracenando ao lado da irmã nesta antologia a seis mãos: as de Federico Fellini, Louis Malle e Roger Vadim (que assinou o seu segmento).


Wild Angels

Chegamos então a 1969 e ao seminal Easy Rider, clássico absoluto da contracultura pelo qual foi nomeado ao Oscar de Melhor Argumento. Depois dele, protagonizou e realizou o western O Regresso (1971); atuou para Robert Wise em Amor Sem Promessa (1973); e para John Hough na comédia de ação A Indecente Mary e o Louco Larry (1974). Em 1975 surgiu em Perseguição Alucinante e um ano depois liderava o elenco do terceiro filme de Jonathan Demme, O Vingador da Estrada (1976).

Já nos anos 80, com a carreira em queda, surgiu em A Corrida Mais Louca do Mundo (1981) e em Confronto de Rivais (1993), obra com Nicolas Cage, o qual viria a reencontrar Fonda no cinema em Ghost Rider (2007) e The Runner (2015).


Fuga de Los Angeles

Realce ainda na sua carreira para os seus papéis em Fuga de Los Angeles (1996), de John Carpenter; Laços de Ouro (1997), pelo qual foi nomeado ao Oscar; O Falcão Inglês (1999), de Steven Soderbergh; O Comboio das 3 e 10 (2007), de James Mangold; e A Mulher mais Odiada da América (2017).

Os seus últimos filmes, como ator, foram os ainda inéditos The Magic Hours (2018) e The Last Full Measure (2019), enquanto como realizador encerrou a carreira ainda anos 70, assinando Idaho Transfer (1973) e Wanda Nevada (1979), para além do já referido O Regresso (1971)que foi apresentado no Festival de Veneza em 2001 numa cópia restaurada.

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