Hollywood avança para projetos em torno do escândalo Jeffrey Epstein

(Fotos: Divulgação)

Hollywood não perde tempo e já conta com alguns projetos em desenvolvimento em torno do escândalo Jeffrey Epstein.

Preso por tráfico sexual de menores a 7 de julho de 2019, o bilionário alegadamente suicidou-se um mês depois na sua sua cela no Metropolitan Correctional Center, em Nova Iorque. O facto de dois guardas desse estabelecimento terem alegadamente adormecido e falsificado um relatório levou já muitos a abordarem o tema com diversas teorias da conspiração.

O empresário de 66 anos, que já havia sido condenado pelo mesmo crime em 2008, continua a ser investigado pelo FBI nos EUA, mas as eventuais ramificações da rede de tráfico sexual podem também levar a França a abrir uma investigação. E existe ainda uma questão económica e financeira que tem de ser apurada, já que milhões de dólares circulavam frequentemente por dezenas de contas de Epstein, por empresas-fantasma e fundações de caridade, num jogo financeiro milionário com alguns amigos poderosos que pode revelar uma rede poderosa de lavagem de dinheiro.

Conta a Variety que a atriz e produtora Patricia Heaton (Everyone Loves Raymond) está já a desenvolver um filme baseado em “Perversion of Justice”, a série de peças jornalísticas do Miami Herald que revelaram o escândalo. O projeto vai se concentrar na investigação da jornalista Julie K. Brown, que originou a série de artigos publicados em novembro de 2018, nos quais muitas vítimas de Jeffrey Epstein testemunharam.

O argumentista e realizador Chris Gerolmo, mais conhecido pela escrita do filme Mississipi em Chamas (1988), poderá trabalhar na adaptação da série de artigos, em colaboração com o Storied Media Group.

Outro projeto na TV

O canal Lifetime anunciou em julho que estava a desenvolver uma série documental intitulada Surviving Jeffrey Epstein, projeto na linha de Surviving R. Kelly.

O facto de Epstein ter ligações a personalidades ligadas ao poder, como Bill Clinton, Donald Trump e Alexander Acosta, ex-Secretário do trabalho, tem capitalizado as atenções sobre o caso. Em especial em relação a Acosta, que se demitiu a 19 de julho deste ano após a controvérsia sobre o acordo de tribunal que negociou em 2008 com Epstein, quando este foi condenado pela primeira vez por tráfico sexual de menores. Em 2007-2008, como Procurador dos EUA, Acosta aprovou um acordo judicial que exigia que Jeffrey Epstein se declarasse culpado de uma acusação estadual de solicitação de prostituição envolvendo uma rapariga de 14 anos, fosse registado como agressor sexual e pagasse às vítimas um valor monetário. Em troca, ele teria um acordo federal de não-acusação.

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