Morreu Piero Tosi, o homem que vestiu o cinema italiano

(Fotos: Divulgação)

Morreu este sábado em Roma, aos 92 anos, o figurinista italiano Piero Tosi, vencedor do Oscar honorário em 2013 e habitual responsável pelo guarda-roupa das obras de Luchino Visconti.

Nascido em Sesto Fiorentino a 10 de abril de 1927, Tosi começou o seu trabalho no teatro, mas passou para o cinema no início da década de 1950, estreando-se em Belíssima (1951) de Visconti. Seguiram-se mais de uma dezena de obras com o cineasta, em filmes como Noites Brancas (1957), Rocco e os Seus Irmãos (1960), O Leopardo (1963), Os Malditos (1969) e Morte em Veneza (1971).

Para além de Visconti, trabalhou ainda com outros grandes nomes do cinema italiano, como Vittorio De Sica (Ontem, Hoje e Amanhã, 1963), Mauro Bolognini (A Dama das Camélias, 1970), Marco Ferreri (La donna scimmia, 1964), Liliana Cavani (O Porteiro da Noite, 1974), Mario Monicelli (Queremos os Coronéis, 1973) e Pier Paolo Pasolini (Medea, 1969).

Também colaborou com Franco Zeffirelli (La Traviata, 1982) e ao longo da sua carreira acumulou cinco nomeações aos Oscars, para além de indicações aos BAFTA e aos prémios do cinema italiano, os David di Donatello, que conquistou por duas vezes. Tosi ficou ainda célebre pelo seu “não” a Stanley Kubrick, que o pretendia para Barry Lyndon. A razão? Não falava inglês e não gostava de viajar de avião.

Particularmente conhecido por estudar exaustivamente os trajes históricos que recriava meticulosamente, o italiano colaborou ainda em alguns filmes noutras áreas, como decorador em O Belo António (1960) de Bolognini (com argumento de Pasolini).

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