O último filme do cineasta falava da corrupção no Irão
O cineasta iraniano Mohammad Rasoulof foi sentenciado no seu país a um ano de prisão esta terça-feira (23 de julho).
Rasoulof, que já estava privado, desde setembro de 2017, da possibilidade de circular livremente, trabalhar e visitar o exterior, tendo seu passaporte sido confiscado pelas autoridades, foi condenado a um ano de prisão, seguido por dois anos de interdição de saída do território e ainda a proibição de se envolver em qualquer atividade social, denunciou Michèle Halberstadt, líder da ARP Selection, distribuidor em França de Lerd, o último filme do cineasta que ganhou a Un Certain Regard em Cannes.
Lerd (Mentira em Persa) foi inspirado numa situação pessoal do cineasta em que um controlo policial se transformou num ato de suborno. O realizador foi detido quando apresentou queixa. O filme conta a história de um homem simples que tenta lutar contra a corrupção de uma empresa que obriga os moradores a venderem as suas propriedades.
Recorde-se que já em 2011 o cineasta tinha tido problemas no seu país, sendo acusado de “atividades contra a segurança nacional e propaganda”. Essa acusação que o interditou de sair do país levou-o a não conseguir visitar o Festival de Cannes e receber o prémio Un Certain Regard pelo seu filme Goodbye.

