As memórias do cinema mudo colombiano no novo filme de Luis Ospina

(Fotos: Divulgação)

O cineasta colombiano Luis Ospina, que esteve em destaque na 16ª edição do Doclisboa, está no processo de financiamento do seu novo filme, Mudos testigos, uma exploração dos arquivos colombianos.

No projeto, presente no FidLab em Marselha (9-15 de julho), Ospina apresentou o projeto que consiste em pegar em doze filmes mudos do país andino (apenas dois estão completos), montando uma só obra imaginária. “Os arquivos dos filmes, não importa quão pobres sejam, são a nossa única memória audiovisual da Colômbia na primeira metade do século XX. Você tem que guardá-los para que não desapareçam para sempre e dar-lhes um uso, não apenas para ilustrar momentos históricos, mas também para usá-los criativamente, dando um novo significado ao fazer com esta colagem“, diz Ospina nas suas notas de intenção.

Originário de Cali, uma das mais importantes cidades da Colômbia, Ospina estudou cinema nos EUA e regressou ao seu país após um primeiro filme, Acto de Fe, uma adaptação livre do conto de Jean-Paul Sartre Erostrate. Cinéfilo ferrenho – fundou um cineclube e a revista de cinema Ojos al Cine – Ospina sempre mostrou uma forte corrente politica no seu cinema, pronto sempre a experiências, a quebrar as regras e explorar as fronteiras entre documentário e ficção.

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