Faleceu aos 88 anos o ator Rip Torn

“Qualquer coisa nova é sempre considerada a ferramenta do diabo.” Esta frase dita por Rip Torn numa entrevista mostra um pouco como ele sempre encarou a vida e a sua profissão.
Nascido a 6 de fevereiro de 1931 em Temple, Texas, com o nome Elmore Rual Torn, Jr., Torn arrecadou o seu nome Rip de uma tradição familiar. Estudou pecuária na Universidade do Texas, mas o desejo de entrar no mundo do cinema foi tal que simplesmente pediu boleia à beira da estrada e seguiu para Hollywood. A sua estreia no cinema aconteceu num pequeníssimo papel em A Voz do Desejo (1956) de Elia Kazan, mas antes disso já tinha aparecido em inúmeros programas de TV filmados ao vivo.
Apesar de não surgir nos créditos, colaborou novamente com Kazan em Um Rosto na Multidão (1957), iniciando uma carreira prolifera na TV e Cinema, que se estendeu até 2016, quando “deu voz” a M na série TripTank. Ao todo, conta com nove nomeações aos Emmy, vencendo em 1992 pelo papel de secundário em The Larry Sanders Show. Também foi nomeado aos Oscars, em 1984 por Encontro com a Verdade (1983), mas ficou relativamente mais conhecido pelos seus trabalhos na série de filmes Homens de Negro, surgindo nos três primeiros filmes.
Torn também teve uma longa carreira no teatro, na Broadway e fora dela, tendo dado os primeiros passos igualmente pela mão de Kazan, neste caso com Sweet Bird of Youth, de Tennessee Williams, a 10 de março de 1959. Com ele, na peça, estavam Paul Newman, Sidney Blackmer e Geraldine Page, a qual se tornaria a sua segunda esposa. A peça foi um sucesso, fechando a 30 de janeiro de 1960 após 375 apresentações. Também foi nomeado aos Tony, principal prémio do Teatro nos EUA, e teria ainda destaque no cinema em filmes como Dia de Pagamento (1973) e Marie Antoinette (2006).
Antes de se juntar a Page, Rip Torn foi casado com a atriz Ann Wedgeworth de 1956 a 1961. Ele e Page permaneceram casados até a sua morte em 1987. Nas ligações familiares com outros nomes da indústria do cinema, convém referir que Torn era primo de Sissy Spacek, ajudando-a a se tornar atriz, fazendo com que ela fosse aceite pelo Estúdio de Atores Lee Strasberg e depois pelo Instituto Lee Strasberg.
Atualmente ele estava casado com Amy Wright, com a qual se encontrava no momento da sua morte.

