Morreu Pierre Lhomme, um dos mais notáveis diretores de fotografia franceses

(Fotos: Divulgação)

Faleceu aos 89 anos o diretor de fotografia Pierre Lhomme, um dos mais aclamados do cinema francês.

Nascido a 5 de abril de 1930 em Boulogne-Billancourt, Pierre Lhomme começou a sua carreira na década de 1950 através de An American (1958), de Alain Cavalier, cineasta com o qual trabalharia em diversos projetos como O Duelo na Ilha (1962), Assalto à Cidade (1967) e A Chamada (1968).

Correalizou em 1963 com Chris Marker o documentário Le joli mai e em 1966 “apadrinha” a estreia de Jean-Paul Rappeneau na realização de longas-metragens com Escândalo no Castelo. Aqui o diretor de fotografia iniciou uma colaboração frequente com o realizador que lhe viria a dar um César e um BAFTA no início dos anos 90 pela fotografia de Cyrano de Bergerac. Numa entrevista há dois anos ao c7nema, Rappeneau reconhecia a influência de Lhomme no seu trabalho, destacando o seu permanente perfeccionismo: “Lhomme batalhou durante anos para me convencer a restaurar e digitalizar o Cyrano de Bergerac (…) eu só perguntava, “porquê?”. Ele dizia que quanto mais via o filme, mais o queria aperfeiçoar“.

Nas suas colaborações encontramos ainda parecerias como grandes nomes como Marguerite Duras (Les mains négatives, 1978), Jean Eustache (o preto e branco inesquecível de A Mãe e a Puta, 1973), Jean-Pierre Melville (O Exército das Sombras, 1969), Philippe de Broca (O Rei dos Doidos, 1966), Robert Bresson (As Quatro Noites dum Sonhador, 1971), Claude Miller (Amor Impossível, 1977), Bertrand Blier (O Meu Homem, 1996) e Benoît Jacquot (Les enfants du placard, 1977).

O seu último trabalho no cinema foi no filme Divórcio (2003), um projeto de James Ivory com quem já tinha trabalhado em Jefferson em Paris (1995). Nos seus trabalhos notáveis de fotografia, realce ainda para Trágico Destino (1991), uma obra do germânico Volker Schlöndorff.

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