
Para criar a “sinistra” voz de uma das personagens em Us (Nós), a atriz Lupita Nyong’o afirmou ter-se inspirado na condição de Robert F. Kennedy Jr. e o facto deste sofrer de disfonia espasmódica.
A NSDA (Associação Nacional de Disfonia Espasmódica) criticou duramente tais declarações, respondendo à atriz que a doença é uma deficiência e não uma “voz sinistra e assustadora“. Entretanto, a atriz pediu desculpa por tais comentários ao The View:
“É um grupo muito marginal de pessoas que sofrem com isso … O pensamento de que, de certa forma, eu as ofenderia não era de todo minha intenção. Na minha opinião, não estava interessada em difamar ou demonizar a condição. (…) Trabalhei Red com amor e carinho. Por mais que estivesse num mundo específico do género, eu realmente queria que ela se encaixasse em algo que parecesse real. Por tudo isso, peço desculpas a qualquer um que possa ter ofendido.“
Após este pedido de desculpas, a RespectDisability lançou um comunicado: “Esperamos que Nyong’o use essa experiência para continuar a elevar todos os grupos marginalizados, incluindo a 1 em cada 5 pessoas que vivem com deficiências. Em geral, a prática de Hollywood de usar a deficiência principalmente para antagonizar pessoas ou para mostrá-las como objetos de condescendência precisa de acabar”
Us, um dos grandes êxitos de bilheteira do ano, tendo custado somente 20 milhões de dólares, já conta com 174 milhões rendidos em todo o Mundo. Nesta segunda longa-metragem de Jordan Peele (Get Out), Lupita Nyong’o é Adelaide Wilson, que juntamente com a sua família são ameaçados pela presença de réplicas de cada um deles duração as férias de verão.

