Numa entrevista há oito anos, o realizador e ator Luís Ismael dizia que “Balas & Bolinhos” era uma obra “cheia de ação, já que os portugueses estão habituados a filmes com planos de três minutos”. Uma boa piada – que se aceita como declaração de intenções: Portugal também tem direito a cinema feito de palermices, piadas secas e grosserias – e sem que nenhum desses adjetivos seja pejorativo. Até calha bem, num momento em que a sociedade lusitana bem precisa encontrar motivos para rir. Se “Balas & Bolinhos – O Último Capítulo” serve para o propósito, este é outro problema.
O inusitado sucesso de primeiro filme, feito sem qualquer financiamento, produziu uma histórica “primeira sequela do cinema português”, em 2004, que levou ao cinema um incrível público de 58 mil espectadores. Oito anos depois, regressam as aventuras de Tone, Rato, Culatra e Bino. Entre os convidados especiais, Jaimão, Fernando Rocha, Gel, Fernando Menezes e Jason Ninh Cão.
Mas se o segundo filme levou tanta gente ao cinema a contar com apenas sete salas, desta vez o terceiro capítulo terá 40 salas, aumentando obviamente as expetativas. O primeiro dia ofereceu 13 mil espectadores, os que se seguiram mostraram um “final de saga” muito forte no norte do país, mais contido e fraco no sul. O projeto teve um custo de € 500 mil, e foi rodado em diversas cidades de Portugal, como Porto, Aveiro, Vila Franca de Xira, Valongo e Gondomar. Será que vamos ficar só por aqui, sabendo de antemão que este será o filme da franquia com mais público?
{xtypo_rounded2} Balas e Bolinhos 3 – O Último Capítulo
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Realização: Luís Ismael.Elenco: Luís Ismael, J.D. Duarte, Jorge Neto, João Pires. Portugal, 2012.{/xtypo_rounded2}

