«A Última vez que vi Macau» e «Cesare Deve Morire» abrem em fecham o doclisboa

(Fotos: Divulgação)
 
Foi ontem anunciado que o filme «A Última vez que vi Macau», de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, será o filme de abertura da 10ª edição do doclisboa.

O filme, de ficção mas com grandes ligações documentais, está presentemente no Festival de Locarno, em competição, tem uma base biográfica, por ter começado a ganhar contornos graças às memórias de infância, do tempo em que viveu em Macau, de João Rui Guerra da Mata. É descrito como um filme de um amigo a contar uma história a um amigo.

 
 
 
Já no que diz respeito ao filme de encerramento, a escolha recaiu em «Cesare Deve Morire», de Paolo e Vittorio Taviani, vencedor do festival de Berlim esta temporada. Neste filme encontramo-nos perante uma reactualização da peça Júlio César, de William Shakespeare, criada a partir do encontro com os presos da cadeia de alta segurança Rebibbia, em Roma.
 
Recordamos que o doclisboa vai decorrer na capital de 18 a 28 de Outubro e conta este ano com algumas novidades, como o surgimento de duas novas secções do festival: Cinema de Urgência, que  reúne filmes que documentam e testemunham acontecimentos que desafiam os cineastas a repensarem o cinema como forma de exercer a cidadania; e Verdes Anos, que engloba uma selecção de filmes produzidos em escolas devídeo, cinema, audiovisuais e comunicação, bem como em cursos de pós-graduação relacionados com o cinema e em particular com o cinema documental.

A estas secções juntam-se: a Competição Internacional, onde encontramos alguns dos melhores documentários de todo o mundo;  a Competição Nacional, onde se poderão ver documentários portugueses concluídos no último ano;  Investigações, onde se podem ver filmes que se relacionam com questões contemporâneas; Riscos (secção comissariada por Augusto M. Seabra que se desenha a partir de propostas que desafiam as categorias e formatos habituais do documentário); e Heart Beat (que inclui documentários que se constroem na relação com a música e artes performativas).

Finalmente e em foco, realce para duas retrospetivas e exibição: United We Stand Divided We Fall e Chantal Akerman.

United We Stand Divided We Fall, retrospetiva comissariada pelo programador italiano Federico Rossin, apresenta-nos filmes de coletivos que surgiram entre os anos 60 e 80 e foca-se nos momentos em que a luta política e social obrigou à reinvenção do cinema e do autor. No que diz respeito a Chantal Akerman, o doclisboa juntou-se à Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, e apresenta uma retrospectiva integral da cineasta belga.

A programação completa será revelada em setembro.

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