Foram divulgados os resultados do box-office e não existem grandes surpresas. «Ted», que no primeiro dia tinha conseguido 14 mil espectadores, estreou em 64 salas e dominou, conseguindo um valor semelhante (ligeiramente superior) a «O Ditador», outra comédia arrojada e pouco convencional. O filme teve ainda o dom de conseguir a quinta sexta melhor estreia do ano (atrás de «American Pie – O reencontro», «Sherlock Holmes 2», «Os Vingadores», «Idade do Gelo 4» e «O Fantástico Homem-Aranha») e uma média de espectadores por sala de 52, um valor alto para o que tem sido habitual.
Em segundo lugar da tabela, e após três fins de semana de liderança, surge agora «A Idade do Gelo 4» – obra que já é a mais vista nos cinemas este ano com um total de 400.978. Dificil é prever onde o filme vai chegar pois para a semana chega «Madagáscar 3» que vai dificultar a sua chegada aos 500 mil espectadores, um valor cada vez mais raro no nosso box-office e cujo último filme a alcançar (e após largos meses nas salas) foi «O Gato das Botas».
Em terceiro lugar surge «O Fantástico Homem-Aranha», já a tocar nos 150 mil espectadores, um valor positivo para um reboot. Basta lembrar que o primeiro retorno de Batman (em 2005) teve apenas 223 mil espectadores, algo que ainda é possível (mas difícil) de alcançar por este franchise .
Em quarto lugar surge «Magic Mike», já muito perto dos 37 mil espectadores – valor razoável para um filme de Steven Soderbergh (ainda que inferior ao de «Contágio»).
É só em quinto que surge outra estreia da semana, o complicadíssimo de vender «A Idade do Rock». O filme vem lá de fora como um flop, principalmente – porque quer se queira, ou não – os anos 80 são sobrevalorizados no cinema. Sim, gosta-se de ir esporadicamente a festas dos anos 80, mas não a este rock apresentado na película. Para além disso, há algumas contrariedades na relação do poder de atracão das suas estrelas e o enredo em si. Por um lado temos a história típica de ascensão de uma estrela musical (que puxa mais pelo publico feminino), mas por outro a sua grande estrela (Tom Cruise) é um elemento secundário e chama muito publica masculino nos filmes de acção, não em musicais. Por outro, o rock apresentado chamava mais trintonas ou quarentonas, pois as adolescentes e jovens adultas reagem mais a uma Beyoncé, Lady Gaga ou Aguilera (Burlesco). Ora as trintonas e quarentonas têm também «Magic Mike» como alternativa nos cinemas. Por isso este «híbrido» nunca teria um grande resultado, pois as suas pérolas – que deveriam ser a cereja no topo do bolo (como aconteceu em «Tempestade Tropical» no caso de Cruise) – são o bolo em si, e estão fora do seu habitat/público. Os 5700 espectadores em 33 salas (uma média de 11 pessoas por sessão) são um resultado fraco, mas expectável e que facilmente se entende. Por alguma razão o remake de «Footlose» (outro musical com a protagonista de «Idade de Rock») nem chegou às salas.
Outras estreias:
«O Fiel Companheiro» conseguiu cerca de 2 mil espectadores em 12 salas, conseguindo uma média por sessão em torno dos 11 espectadores. Esta é uma obra que há anos atrás iria diretamente para o Home Video e a sua estreia nos dias de hoje só se entende para preencher salas de grandes filmes que estrearam a duplicar nos cinemas …
«Largo Winch 2» surge em 11º lugar em termos de receitas, mas em 7º no que toca a público. A explicação da disparidade prende-se com o facto de quando estreou o 1º filme ter-se oferecido bilhete para o segundo, levando a que muitos bilhetes não tivessem produzido uma receita real desta vez.
«Fora, Satanás» estreou numa sala e teve 120 espectadores e uma média de 7 pessoas por sessão.
Top 10 (Receitas) – 18 a 21 julho

