O filme «Infancia Clandestina», de Benjamín Ávila é oficialmente o candidato da Argentina ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, levando assim a melhor sobre «Elefante Blanco», de Pablo Trapero, e «O Ultimo Elvis», de Armando Bo e «Dos Más Dos» de Diego Kaplan. A escolha, executada pela Academia de Cinema e Artes Audiovisuais, foi renhida, tendo a obra de Ávila suplantado a de Bo por apenas um voto.
«Infancia Clandestina» é um drama que estreou na Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes e que abriu a secção Horizontes Latinos do Festival de San Sebastián. Na obra, com contornos autobiográficos, voltamos a pegar nos tempos que se seguiram à morte do Presidente Perón em 1974 e ao assumir do comando da nação por parte de uma junta militar (1976-1983). O foco da ação é Juan (Teo Gutiérrez Romero), um miúdo que viveu grande parte da sua vida no exílio com os pais em Cuba. Agora chegou a hora de voltar à Argentina e quer os país, quer o rapaz, assumem uma nova identidade (Ernesto, no caso da criança) e vão viver para casa de um tio, Berto (Ernesto Alterio), que usa um negócio de caixas de chocolate como fachada para a luta politica nas sombras.
Arménia escolhe drama
Para além da Argentina, a Arménia também anunciou hoje a sua escolha. O filme selecionado foi «If Only Everyone», de Natalya Belyauskene , um drama que se desenrola 20 anos depois da independência da Arménia e que relata as consequências da guerra de Nagorno-Karabakh – um conflito armado ocorrido entre fevereiro de 1988 e maio de 1994, no pequeno enclave étnico de Nagorno-Karabakh, no sudoeste do Azerbaijão, opondo a maioria étnica arménia à República do Azerbaijão.

