O filme «No», de Pablo Larrain («Tony Manero», «Post Mortem»), que foi o grande vencedor da última edição da Quinzena de Realizadores em Cannes, é o candidato chileno na corrida ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Na obra, que tinha emocionado a plateia na sua exibição no Croisette, seguimos a história do plebiscito chileno em 1988 que pôs fim aos de 15 anos de ditadura de Augusto Pinochet. Particularmente, seguimos René Saavedra (Gael Garcia Bernal), um publicitário que foi a grande mente por trás da derrota do ditador – que devido à pressão internacional aceitou fazer um referendo – nunca pensando que poderia perder.
Entretanto, a Tailândia, a India, a Indonésia e a Estónia também já submeteram os seus filmes à Academia de Hollywood. No primeiro caso, a escolha recaiu em «Headshot», um filme do tailandês Pen-Ek Ratanaruang («A Última Vida no Universo», «Ondas Invisíveis» e «Ploy-Jogos de Sedução»).
Na obra estamos na Tailândia, um país a ferro e fogo com a corrupção. Tul é um polícia exemplar, mas é chantageado por um político e acusado de um crime que não cometeu. Desiludido e com ânsia de se vingar, Tul transforma-se no assassino a soldo. Porém, um dia ele é alvejado na cabeça e fica três meses em coma. Quando acorda, uma condição médica (ou o Karma negativo) faz com que ele veja o mundo (literalmente) de cabeça para baixo, mas essa transformação vai fazê-lo pensar na sua vida e na sua mais recente profissão.
Quanto ao filme indiano, ele denomina-se de «Barfi!» e trata-se de uma comédia romântica assinada por Anurag Basu que acompanha de perto um rapaz surdo mudo e a sua relação com duas mulheres, uma das quais é autista.
Da Indonésia chega «Sang Penari», um filme de Ifa Isfansyah que segue a história de um jovem e a sua amizade com uma troupe de músicos e dançarinos que encontram na sua cidade um local para os seus espectáculos.
Finalmente, e da Estónia, foi seleccionado «Mushrooming», uma sátira assinada por Toomas Hussar que coloca um politico e a sua mulher perdidos numa floresta juntamente com um outro homem a quem tinham dado boleia.

