Repetindo o que sucedeu em 2011, as autoridades ligadas ao cinema no Bangladesh não se conseguem entender, havendo mesmo duas entidades distintas com poderes para escolher e submeter um filme local à Academia de Artes e Ciências. Assim, e apesar de a Bangladesh Federation of Film ser teoricamente a entidade máxima, esta foi dividida em dois grupos, tendo um deles já escolhido “Ghetuputra Kamola” (Pleasure boy Kamola), do falecido Humayun Ahmed, como o candidato do país à nomeação ao Oscar. Agora vamos esperar pela decisão da segunda instituição, que caso não coincida levará certamente a um conflito de protagonismos, na qual a Academia de Hollywood deverá manter distância.
Mais filmes submetidos à Academia
Finlândia, Cazaquistão, Canadá e Republica Dominicana foram os mais recentes países a adiantar as suas escolhas.
Começando pelos escandinavos, a escolha recaiu em «A Purga», uma obra de Antti Jokinen baseada na obra homónima de Sofi Oksanen, editada em Portugal pela Objectiva.
«A Purga»
Segundo a descrição da editora, no filme estamos em 1992. A União Soviética desmorona-se, e na Estónia é possível por fim saborear a liberdade e projectar o futuro. Todos migram para a capital e ninguém quer viver no campo. Ficam apenas os velhos, alguns bêbados e bandos de rapazes desordeiros. Aliide Truu, senhora idosa, vive alheada do mundo na sua casa numa aldeia despovoada, e passa os dias a ouvir rádio e fazer conservas de fruta. A aparente normalidade da sua existência é despedaçada numa noite de fim de Verão, quando a sua vida se cruza com a de uma jovem mulher que precisa desesperadamente da sua ajuda. Zara conta que trabalhava como empregada de mesa, e que anda fugida do marido violento. Nada disto é verdade. Ao inventar uma história para si, Zara espera conseguir esquecer o passado. Ao oferecer abrigo a Zara, também Aliide terá de confrontar o passado nebuloso, carregado de paixões, traições e vinganças. Para poderem sobreviver, ambas as mulheres terão de enfrentar e aceitar a verdade da sua história. E só então poderão também descobrir os inesperados laços que as unem.
Quanto ao Cazaquistão, a escolha recaiu em Myn Bala, um filme comemorativo da independência do país em relação à União Soviética. Assinado por Akan Satayev, este drama histórico circula em torno da revolta contra os opressores de Zunghar khanate.
Mudando de continente, o Canadá escolheu «Rebelle», obra que passou pelo Festival de Berlim e que venceu mesmo o Festival de Tribeca. Nesta obra seguimos uma jovem que é raptada e obrigada a tornar-se uma criança soldado.
«Rebelle»
Finalmente, e da Republica Dominicana, surge o filme «Jaque Mate», obra de género assinada por José María Cabral. No filme seguimos um programa de televisão em direto que recebe uma chamada onde é descrito que a mulher e o filho do apresentador estão sequestrados. A solução é… iniciar um jogo seguindo as regras do autor da chamada.

