Filmes submetidos ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. A lista dos cinco nomeados finais ao Oscar será anunciada no dia 24 de janeiro
{xtypo_rounded2} Albânia
«Pharmakon» de Joni Shanaj
Filme que segue a jornada de um jovem no caminho até à maturidade e a sua procura da verdade numa sociedade cada vez mais corrupta.
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{xtypo_rounded2} África do Sul
«Little Death» por Darrell Roodt
Uma jovem é violada e abandonada em terrenos baldios. Será uma mulher mais velha que a encontra, nascendo nas duas uma ligação que vai levar a mais velha a tentar descobrir quem esteve por trás do crime.
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{xtypo_rounded2}Alemanha
«Barbara» de Christian Petzold
«Barbara» passou e triunfou no passado Festival de Berlim (Urso de Prata para Melhor Realizador) e foi o filme mais nomeado prémios alemães de cinema (os Prémios Lola) com um total de oito nomeações (incluindo Melhor Filme, Realizador, Argumento e Ator). A obra acabaria por perder para «Stopped on Track» de Andreas Dresen, mas isso não evitou esta indicação.
No filme estamos na Alemanha de Leste e seguimos uma mulher que é castigada pelo regime após manifestar o desejo de sair do país. Para isso ela é transferida para a província onde vai descobrir o amor, mas também muitas duvidas (e paranóia) se o seu interesse amoroso não faz parte de mais uma manobra das Stasi (serviços secretos da Alemanha de Leste).
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{xtypo_rounded2} Argélia
«Zabana!» por Saïd Ould-Khelifa
Nesta fita seguimos a curta vida de Ahmed Zabana, um independentista que em 1956 foi executado pelas autoridades coloniais francesas, o que levou à ignição da guerra da Argélia (1954-1962).
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{xtypo_rounded2} Argentina
«Infancia Clandestina» de Benjamín Ávila
«Infancia Clandestina» é um drama que estreou na Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes e que abriu a secção Horizontes Latinos do Festival de San Sebastián. Na obra, com contornos autobiográficos, voltamos a pegar nos tempos que se seguiram à morte do Presidente Perón em 1974 e ao assumir do comando da nação por parte de uma junta militar (1976-1983). O foco da ação é Juan (Teo Gutiérrez Romero), um miúdo que viveu grande parte da sua vida no exílio com os pais em Cuba. Agora chegou a hora de voltar à Argentina e quer os país, quer o rapaz, assumem uma nova identidade (Ernesto, no caso da criança) e vão viver para casa de um tio, Berto (Ernesto Alterio), que usa um negócio de caixas de chocolate como fachada para a luta politica nas sombras.
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{xtypo_rounded2} Arménia
«If Only Everyone» de Natalya Belyauskene
Drama que se desenrola 20 anos depois da independência da Arménia e que relata as consequências da guerra de Nagorno-Karabakh – um conflito armado ocorrido entre fevereiro de 1988 e maio de 1994, no pequeno enclave étnico de Nagorno-Karabakh, no sudoeste do Azerbaijão, opondo a maioria étnica arménia à República do Azerbaijão.
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{xtypo_rounded2} Austrália
«Lore» de Cate Shortland
No filme, que passou recentemente pelo Festival de Locarno e está atualmente em Toronto, seguimos a história de cinco crianças que, após o pais serem detidos pelos aliados, vagueiam na Alemanha do pós 2ª Guerra Mundial. É aí que eles vão constatar com a realidade da sua nação, particularmente quando um rapaz de origem judia se junta a eles nesta jornada.
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{xtypo_rounded2} Áustria
«Amour» de Michael Haneke
Vencedor da Palma de Ouro em Cannes e protagonizado por Jean-Louis Trintignant, Emmanuelle Riva e Isabelle Huppert, o filme segue um casal de professores de música reformados que vê o seu amor testado quando a mulher sofre um AVC e fica parcialmente paralisada. De notar que a portuguesa Rita Blanco participa no filme num pequeno papel.
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{xtypo_rounded2}Azerbeijão
«Buta» de Ilgar Najaf
Na obra acompanhamos a tocante história de um órfão, Buta, e de um homem idoso cujo maior sonho é reavivar um velho moinho.
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{xtypo_rounded2} Bangladesh
Ghetuputra Kamola (Pleasure boy Kamola) de Humayun Ahmed
Ghetuputro Kamola segue a trágica morte de um adolescente que executava uma arte performativa em extinção.
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{xtypo_rounded2}Bélgica
«À perdre la raison» (Our Children) de Joachim Lafosse
Drama psicológico que teve a sua estreia no Festival de Cannes na secção Um Certo Olhar (Un Certain Regard). Na obra, baseada em factos verídicos, acompanhamos a decadência de uma família a nível emocional que levará a consequências trágicas.
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{xtypo_rounded2} Bósnia Herzegovina
«Djeca» de Aida Begić
O filme «Djeca» (Children of Saravejo), que teve a honra de abrir o Festival de Sarajevo depois de ter passado pela secção Um Certo Olhar (Un Certain Regard) em Cannes, é o filme selecionado pela Bósnia Herzegovina para concorrer à nomeação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Esta decisão é de certa maneira natural, ainda que existissem algumas outras obras com potencial para serem escolhidas, como «A Cell Phone Movie», de Nedzad Begovic .
No filme, assinado por Aida Begić, seguimos dois órfãos (Rahima e Nedim) da guerra da Bósnia. Eles vivem em Sarajevo, uma cidade que perdeu alguma moralidade, especialmente no que toca aos órfãos. Depois de anos em que o crime era a sua vida, Rahima encontra conforto no Islão e anseia que o seu irmão siga os seus passos. Porém, tudo se complica quando Nedim entra em confronto com o filho de um homem bastante poderoso localmente, levando Rahima a descobrir a vida dupla que o seu irmão tinha.
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{xtypo_rounded2}Brasil
«O Palhaço» de Selton Mello
O Brasil optou por escolher «O Palhaço», um filme realizado e protagonizado por Selton Mello que estreou nas salas brasileiras em outubro de 2011 e foi visto por mais de 1 milhão de espectadores. No filme, que chegou a ser anunciado como constante na programação do FESTIN (acabando por não ter lá a sua antestreia nacional), seguimos a história de Benjamim (Selton Mello) e Valdemar (Paulo José), que formam a fabulosa dupla de palhaços Pangaré e Puro Sangue.
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{xtypo_rounded2} Bulgária
«Sneakers» de Valeri Yordanov e Ivan Vladimirov
Lançado na Bulgária em Março, esta obra bastante popular no circuito de festivais – tendo recebido mesmo uma menção especial no Festival de Moscovo – acompanha seis jovens que escapam da cidade, por uma ou outra razão, e que se refugiam numa zona costeira, local onde vão descobrir um pouco mais sobre os outros e sobre si mesmos.
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{xtypo_rounded2} Cambodja
«Lost Loves» de Chhay Bora
Baseado numa história verídica, o filme acompanha Num Sila, uma das muitas mães que fizeram o que puderam para manter a sua família viva, mas que assistiram ao extermínio, terror e fome nos anos em que os Khmer vermelhos estiveram no poder.
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{xtypo_rounded2} Canadá
«Rebelle» de Kim Nguyen
Obra que passou pelo Festival de Berlim e que venceu mesmo o Festival de Tribeca. Nesta obra seguimos uma jovem que é raptada e obrigada a tornar-se uma criança soldado.
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{xtypo_rounded2} Cazaquistão
«Myn Bala» de Akan Satayev
Filme realizado e inserido nas comemorações da independência do país em relação à União Soviética. Assinado por Akan Satayev, este drama histórico circula em torno da revolta popular contra os opressores de Zunghar khanate.
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{xtypo_rounded2}Chile
«No» de Pablo Larrain
Grande vencedor da última edição da Quinzena de Realizadores em Cannes. Na obra, que emocionou a plateia na sua exibição no Croisette, seguimos a história do plebiscito chileno em 1988 que pôs fim aos de 15 anos de ditadura de Augusto Pinochet. Particularmente, seguimos René Saavedra (Gael Garcia Bernal), um publicitário que foi a grande mente por trás da derrota do ditador – que devido à pressão internacional aceitou fazer um referendo – nunca pensando que poderia perder.
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{xtypo_rounded2} China
Caught in the Web por Chen Kaige
Chen Kaige abandona os filmes de época que o consagraram (como «Adeus minha Concubina») e embarca numa história contemporânea em que acompanhamos os efeitos de um vídeo viral em algumas personagens.
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{xtypo_rounded2} Colômbia
«El Cartel de los Sapos» por Carlos Moreno
Obra baseada nas memórias de Andrés López e que circunda a história de um dos mais poderosos carteis de narcotráfico do mundo: o cartel de del Norte del Valle del Cauca (Cali). Realizado por Carlos Moreno, responsável pelo poderoso «Perro come Perro» (2008), esta obra conta com um elenco internacional onde até surge o nome de Tom Sizemore.
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{xtypo_rounded2}Coreia do Sul
«Pietà» de Kim Ki-Duk
Na fita, que é acima de tudo é um conto moral sobre redenção mas também um ensaio sobre o capitalismo, temos Lee Jung-Jin como um solitário homem que cresceu num orfanato, mas que um dia encontra uma mulher (Jo Min-Su) que diz ser a sua mãe. Inicialmente, este mercenário contratado por agiotas não acredita na história da mulher, mas progressivamente a ligação entre os dois evolui acabando por se descobrir qual a razão que motivou a mãe a procurá-lo.
Vencedor do Festival de Veneza
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{xtypo_rounded2}Croácia
«Cannibal Vegetarian» de Branko Schmidt
No filme acompanhamos um ginecologista amoral que não se alimenta de animais, mas que explora ao máximo – em seu proveito – o drama humano, seja através de abortos ilegais que executa a prostitutas, seja a falsificar documentos ou a recorrer a métodos corruptos.
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{xtypo_rounded2}Dinamarca
«A Royal Affair» de Nikolaj Arcel
Obra que estreou no Festival de Berlim e que é um dos maiores sucessos de sempre do cinema dinamarquês. O filme, com Mads Mikkelsen, Alicia Vikander e Mikkel Bo Følsgaard no elenco, é uma homenagem a um precursor no que toca a leis sociais e direitos humanos no ano de 1768, mas também é a história de um amor e adultério que levou a rainha Carolina Mathilde a ser expulsa da Dinamarca.
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