A 50ª edição do Festival Internacional de Cinema Laceno d’Oro (1 a 8 de dezembro) terminou em Avellino com o triunfo de Eighty Plus, de Želimir Žilnik, como o Melhor Filme da Competição Internacional, celebrado pela forma como faz ressoar a história jugoslava através do percurso de um octagenário que regressa à Sérvia para reaver a casa da família, confiscada durante o período comunista.
Víctor Erice e Leos Carax receberam prémios de carreira, enquanto Andrei Ujică acumulou o Prémio “Pier Paolo Pasolini” e liderou o júri internacional, que atribuiu menções especiais a Yrupẽ, de Candela Sotos, pela delicadeza do seu olhar, e Punku, de Juan Daniel Fernández Molero, pela gramática visual singular.
Na secção Gli occhi sulla città, Lengua Muerta, de José Jiménez, venceu, com Samba infinito, de Leonardo Martinelli, a receber menção. Case cadute, de Gianluca Abbate, foi o destaque da Spazio Campania, enquanto Una cosa vicina, de Loris G. Nese, recebeu menção. O prémio Red Couch para distribuição foi para Randaghi, e o público escolheu Je suis la nuit en plein midi e Lei.
Fundado por Pier Paolo Pasolini em 1959, com os intelectuais irpinianos Camillo Marino e Giacomo D’Onofrio, o Festival Internacional de Cinema Laceno d’Oro incluiu projeções, conversas com cineastas, concertos, exposições, masterclasses e workshops.

