Festival do Rio leva 298 filmes ao público brasileiro

(Fotos: Divulgação)

Criado em 1999, com direito a retrospectiva de John Cassavetes e à visita de Forest Whitaker a um Brasil anterior à eleição de Lula, o Festival do Rio inaugura a sua 27.ª edição esta quinta-feira, com a projeção de After the Hunt (2025), de Luca Guadagnino, a ser exibido com o título Depois da Caçada (2025). A abertura terá lugar no Odeon, a sala de projeção mais antiga em atividade no Rio de Janeiro. Além dela, outras 24 salas irão compor a maratona, que trará 298 filmes, de 74 países, em estreia na América do Sul.

Juliette Binoche marcará presença na sessão inaugural para acompanhar In-I in Motion (2024), obra que a atriz francesa assina como realizadora e que lançou no Festival de San Sebastián. O festival contará ainda com artistas estrangeiras de prestígio, como o israelita Nadav Lapid, a dupla argentina Gastón Duprat e Mariano Cohn, a cabo-verdiana Cleo Diára e a equatoriana Ana Cristina Barragán.


Do total de títulos selecionados pelo evento, dirigido por Walkíria Barbosa e Ilda Santiago, 112 são produções nacionais, incluindo O Agente Secreto (2025), de Kleber Mendonça Filho, que será apresentado, em sessão de gala, pelo seu astro principal: o baiano Wagner Moura. No conjunto de brasilidades, merecem destaque Sexa (2025), filme de estreia de Glória Pires como realizadora; o melodrama Dolores (2024), de Maria Clara Escobar e Marcelo Gomes, que brilhou na secção Horizontes Latinos do Festival de San Sebastián; e o terror A Própria Carne (2025), de Ian SBF.

Ao todo, 25 salas de projeção estarão ao serviço do festival, que acolhe a antestreia da produção portuguesa Justa (2025), de Teresa Villaverde. A realizadora de Colo (2017, indicado ao Urso de Ouro) e Transe (2006, sensação de Cannes) regressa às telas com uma narrativa ambientada em 2017, em pleno cenário dos grandes incêndios que devastaram florestas e ceifaram vidas de crianças e adultos em aldeias portuguesas. A trama acompanha um pequeno núcleo de pessoas que perderam familiares próximos e que agora enfrentam o processo de reaprender a viver depois da tragédia. A estrela brasileira Betty Faria, protagonista de sucessos da teledramaturgia como Tieta (1989), integra o elenco.

A Première Brasil, competição oficial do festival, começa na sexta-feira e terá o produtor Éric Lagesse como presidente do júri. Entre os concorrentes estão exercícios autorais rodeados de forte expectativa, como A Vida de Cada Um (2025), de Murilo Salles; Cyclone (2025), de Flávia Castro; Honestino (2025), de Aurélio Michiles; e Massa Funkeira (2025), de Ana Rieper.

O evento prolonga-se até 12 de outubro, quando será encerrado com Hamnet: A Vida Antes de Hamlet (2025), de Chloé Zhao.

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