Jennifer Lawrence, da Marvel ao Fator X da controvérsia

(Fotos: Divulgação)

Quando recebeu o Oscar, na esteira do sucesso de Silver Linings Playbook (2012), Jennifer Lawrence tinha apenas 23 anos. Depois da estatueta, arriscou em colaborações com cineastas como Darren Aronofsky (Mother!, 2017) e Adam McKay (Don’t Look Up, 2021). A fase dos grandes êxitos de bilheteira, como a saga The Hunger Games (2012-2015), ficou para trás, mas a sua imagem permanece como referência de afirmação feminina — o que ajuda a justificar o prémio honorário que receberá esta sexta-feira no Festival de San Sebastián. O galardão distingue uma carreira que se afirmou há 15 anos com Winter’s Bone (2010).

Na véspera da homenagem — que no ano passado distinguiu Cate Blanchett e Javier Bardem — San Sebastián exibe Die, My Love, de Lynne Ramsay, em que Lawrence contracena com Robert Pattinson, Sissy Spacek e Nick Nolte. A produção, baseada no romance de Ariana Harwicz, esteve na competição de Cannes e confirma a força da atriz de 35 anos, cuja última presença de relevo foi na comédia No Hard Feelings (2023).

Em Die, My Love, Lawrence interpreta Grace, uma jovem mãe em plena crise nervosa que se vê cada vez mais fragilizada pelo desmoronar do casamento com Jackson (Pattinson) e pelo isolamento da vida numa aldeia de costumes rígidos. O apoio que encontra vem apenas da sogra Pam, interpretada por Sissy Spacek. “Era difícil distinguir até onde ia a personagem e onde começava eu, no papel de mãe. Foi um processo de renascimento”, disse Lawrence em Cannes.

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