Na próxima quinta-feira, 28 de agosto, o Cinema Ideal celebra onze anos desde a sua reabertura. Em pouco mais de uma década, exibiu 1.111 filmes. Para assinalar a data, o cinema preparou um programa especial (11 anos, 11 filmes) que olha tanto para figuras da cinefilia internacional como para o cinema português.
Assim, poderemos assistir à reposição integral da obra de Guy Debord, pensador e cineasta francês que marcou a segunda metade do século XX; e duas sessões dedicadas à Palestina. Para além do regresso aos ecrãs de No Other Land, será apresentada em antestreia a obra Com a Alma na Mão, Caminha (Put Your Soul in Your Hand and Walk, 2025), um diálogo cinematográfico entre a realizadora iraniana exilada Sepideh Farsi e a fotógrafa palestiniana Fatma Hassona, assassinada no dia em que foi anunciada a estreia mundial do filme em Cannes, na ACID. A sessão, organizada em parceria com o coletivo Parents for Peace, com a exposição Gaza Habibti (Galeria Monumental, 2 a 6 de setembro) e com o festival Olhares do Mediterrâneo,. A receita da sessão será destinada à família de Fatma Hassona, que vive em Gaza.
Quanto aos destaques do cinema português, regressa a obra completa de António Reis e Margarida Cordeiro, com destaque para Trás-os-Montes, agora apresentado numa nova remasterização de som, e apresentam-se três títulos recentemente digitalizados pela Cinemateca Portuguesa: Nós Por Cá Todos Bem (1977), de Fernando Lopes, que contará com a apresentação de José Manuel Costa; Onde Bate o Sol (1989), de Joaquim Pinto, apresentado por Inês Medeiros; e Três Irmãos (1994), de Teresa Villaverde, premiado em Veneza e introduzido na sessão pela própria realizadora.

