Depois de “La Maman et la Pute“, “L’Amour fou” e “Napoléon“, o Festival de Cannes vai estrear como filme de pré-abertura do certame, na terça-feira, 13 de maio de 2025, às 15h00, no Teatro Debussy, a versão restaurada, em 4K, de “The Gold Rush” (A Quimera do Ouro), de Charlie Chaplin.
A exibição deste restauro, realizado pela Fondazione Cineteca di Bologna, foi hoje anunciada, juntamente com uma série de outras exibições que estão integradas na secção Cannes Classics. Nos filmes a exibir encontramos “Amores perros“, de Alejandro G. Iñárritu, que celebra 25 anos da sua estreia mundial. Também a celebrar as bodas de prata da sua primeira exibição encontramos “Dogma“, do norte-americano Kevin Smith, e “Yi Yi “, de Edward Yang. Já a celebrar os seus 50 anos encontramos “One Flew Over the Cuckoo’s Nest“, de Miloš Forman.
O cineasta-cinéfilo Quentin Tarantino é o convidado de honra deste ano no Festival de Cannes Classics e partilhará a sua paixão por George Sherman, exibindo dois dos seus westerns feitos para a Universal Pictures: “Red Canyon” e “Comanche Territory“. A discussão com Tarantino será moderada pelo crítico e documentarista Elvis Mitchell.
No reino dos atores e do seu trabalho, o norte-americano Shia LaBeouf estará em foco em “Slauson Rec”, de Leo Lewis O’Neil, enquanto o gaulês Raphaël Quenard estará em destaque em “I Love Peru“, assinado pelo própria Quenard e Hugo David.
Cineastas recentemente falecidos – David Lynch, Cacá Diegues, Pierre-William Glenn – serão também celebrados em Cannes através da exibição dos documentários “David Lynch, une énigme à Hollywood”, de Stéphane Ghez, “Para Vigo me voy“, de Lírio Ferreira e Karen Harley, e “Dis pas de bêtises!”, de Vincent Glenn. Falecido há 30 anos, Marcel Pagnol, será relembrado com a exibição de “Merlusse“, enquanto Bo Wideberg e Jane Mansfield também serão recordados através de dois documentários: “Bo Being Bo Widerberg” e “My Mom Jayne“
Outro foco de interesse é a exibição do documentário “Moi qui t’aimais (The One I Loved)“, de Diane Kurys. A cineasta, que foi a primeira mulher, em 1987, a ter a honra de ter um filme como abertura do certame, segue desta vez a história fascinante do casal Simone Signoret & Yves Montand. Serão ainda exibidos nesta secção “The Arch“ (1968), de T’ang Shushuen; “Sunshine” (1999), de István Szabó; “Hard Boiled“ (1992), de John Woo; “Days and Nights in the Forest” (1970), de Satyajit Ray; “La Course en tête” (1974), de Joël Santoni; “Floating Clouds“ (1995), de Mikio Naruse; “The Girls” (1978), de Sumitra Peries; “La Paga” (1962), de Ciro Durán; “Magirama” (quatro curtas: Auprès de ma blonde, Fête foraine, Château des nuages, J’accuse) de Abel Gance e Nelly Kaplan (1956); “Más allá del olvido” (1955), de Hugo del Carril; “Saïd Effendi” (1955), de Kameran Hosni; “Sterne” (1959), de Konrad Wolf; “Chronicle of the Years of Embers“, de Mohamed Lakhdar Hamina; e “Barry Lyndon“, de Stanley Kubrick (filme de encerramento da secção).

