Cinemateca Brasileira reabre ao fim de 15 meses fechada

(Fotos: Divulgação)

Foi anunciada esta terça-feira a reabertura das instalações da Cinemateca Brasileira e a reentrada dos seus trabalhadores nas mesmas, pondo fim ao fecho total verificado desde agosto de 2020.

A reabertura surge na sequência de um processo de resolução emergencial ocorrido nos últimos dias, em que a Sociedade Amigos da Cinemateca (SAC), que neste momento representa o conjunto dos trabalhadores, foi reconhecida como entidade responsável pela gestão do organismo durante os próximos cinco anos. Culminando um processo de concurso aberto anteriormente pelo Governo Federal, o contrato foi assinado no dia 10 de novembro, repondo assim o desejado controlo da equipa especializada da Cinemateca sobre o inestimável acervo patrimonial ali conservado, que, nesta última fase, não só esteve em risco total como foi alvo de “acidentes” com perdas graves (uma inundação e um incêndio), diretamente resultantes da absoluta falta de vigilância e manutenção de todos os locais da instituição. Isto porque os trabalhadores tinham sido surpreendidos com uma injustificada demissão coletiva que implicou a interdição de acesso dos mesmos às instalações.

A Cinemateca Brasileira abriga o maior acervo audiovisual da América Latina e à sua frente estará agora Carlos Augusto Calil, especialista em cinema e acervo audiovisual e crítico severo do abandono da instituição pelo Governo Federal. Professor da Universidade de São Paulo (USP), Calil já ocupou a Secretaria de Cultura da cidade de São Paulo e também o próprio comando da Cinemateca.

Recorde-se que em 2019 o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, decidiu romper, unilateralmente, o contrato da instituição com a fundação Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), que administrava a Cinemateca Brasileira. Para justificar o rompimento, Weintraub argumentou tratar-se de um “combate à doutrinação e ao marxismo cultural”.

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