San Sebastián: “O cinema nunca morrerá”, diz Thierry Frémaux

Foto por Montse Castillo

(Fotos: Divulgação)

Na gala de abertura do Festival de San Sebastián, que decorreu na noite passada, um dos convidados especiais foi o diretor artístico do Festival de Cannes, Thierry Frémaux.

Na sua intervenção, Frémaux agradeceu o apoio ao Festival de San Sebastián que, nesta edição, vai exibir 17 dos títulos programados para o evento francês, que acabou cancelado.

2020 marca 125 anos desde que os irmãos Lumière inventaram o cinematógrafo e as salas de cinema. A ameaça paira sobre os cinemas, o futuro também está nas plataformas, mas o que os irmãos Lumière queriam era o que todos estão hoje aqui a fazer : ver um filme no grande ecrã e partilhar as emoções de um filme. O cinema nunca morrerá”, disse Frémaux.

Já José Luis Rebordinos, diretor do Festival de San Sebastiän, sublinhou a importância dos festivais como locais de “encontro para troca de experiências” e reafirmou o “compromisso inequívoco de exibir filmes para um público físico nas salas de cinema“. “É hora de todos nós voltarmos ao cinema”, afirmou.

Finalmente, o cineasta Luca Guadagnino – que preside o Júri Oficial de Seleção nada melhor do que festejar “a experiência colectiva e partilhada” do cinema que num ano em que somos forçados a nos isolar.

O Festival de Cinema de San Sebastian começou ontem com o novo filme de Woody Allen na abertura. Nas sessões a que a imprensa esteve já acesso ontem, destaque para a “bomba” de tensão e luta de classes chamada “Nueva Orden” de Michel Franco, e “Wife of a Spy”, um thriller dramático de Kiyoshi Kurosawa, potencialmente um dos melhores filmes do cineasta nipónico.

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