Festival de San Sebastián arranca com Woody Allen

(Fotos: Divulgação)

É com o novo projeto de Woody Allen, “Rifkin’s Festival, que vai abrir oficialmente hoje o Festival de San Sebastián, mas o projeto de que todos falam por toda a cidade é mesmo uma série: “Pátria“.

A obra que vai estrear no final do mês na HBO conta a história do País Basco ao longo de três décadas, ameaçado pelo terrorismo separatista da ETA, através dos olhos de duas famílias divididas pelo conflito violento. Por toda a cidade de San Sebastián é visível publicidade à série e todos falam dela: “Fomos espreitar na zona velha da cidade o que podíamos durante as filmagens de ‘Pátria’. No fundo, rever coisas que assistimos em crianças e nos marcaram“, explicou-nos Jone, habitante de Donostia, nome da cidade em basco/euskera.

Também filmado na região, e com Elena Anaya, Louis Garrel, Gina Gershon, Sergi López, Wallace Shawn e Christoph Waltz no elenco, “Rifkin’s Festival era expetável na abertura do certame, ainda que fora de competição. O novo filme de Allen centra-se num casal americano que visita o Festival de Cinema de San Sebastián e “envolve-se com a magia do evento, a beleza, o charme de Espanha e a fantasia do cinema. Ela tem um caso com um brilhante realizador de cinema francês, e ele apaixona-se por uma bela espanhola“. O típico filme do cineasta, diríamos, mas vamos deixar para mais logo qualquer avaliação.

Parada de Estrelas

O Festival de San Sebastián terá nesta sua 68ª edição uma longa lista de convidados, e entre as personalidades que já confirmaram presença estão nomes como Johnny Depp, produtor de “Crock of Gold: A Few Rounds with Shane MacGowan” (Seleção Oficial Competitiva), Matt Dillon (El gran Fellove), Viggo Mortensen (Falling), Gina Gershon e Elena Anaya (Rifkin’s Festival).

Entre os cineastas europeus que apresentarão os seus trabalhos conta-se com Danielle Arbid (“Simple Passion“), acompanhada pelos atores Laetitia Dosch e Sergei Polunin; Šarūnas Bartas (“In The Dusk“); Harry Macqueen (“Supernova“); e Luca Guadagnino, que para além de apresentar a série “We Are Who We Are” fora de competição, ocupa o cargo de presidente do júri oficial.

Portugal no País Basco

São três os projetos nacionais presentes no festival, com destaque para “Simon Chama” (Simon Calls), primeira longa-metragem de Marta Sousa Ribeiro, que terá estreia mundial na secção competitiva Zabaltegi-Tabakalera.

Na mesma secção encontramos ainda a mais recente curta-metragem de Pedro Peralta, Noite Perpetua, e a longa-metragem “A Metamorfose dos Pássaros“, de Catarina Vasconcelos, que estreou no Festival de Berlin e foi recentemente exibido no IndieLisboa.

Uma nota ainda para Šarūnas Bartas e “In The Dusk” (Na Penumbra): o filme é coproduzido pela produtora portuguesa Terratreme e retrata a luta do movimento Partisan contra a ocupação soviética da Lituânia, após a Segunda Guerra Mundial.

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