Criatividade e irreverência: arranca o Festival Slamdance

(Fotos: Divulgação)

Decidido a contrariar a pejorativa alcunha de “Sundance para os pobres” (segundo as más-línguas), tendo em conta que decorre em paralelo com esse mediático evento de cinema independente, Slamdance aproveita mais um ano para assumir o seu risco numa mostra diversificada de primeiras e segundas obras.

Na sua competição principal, temos à mercê um leque de narrativas oriundas de vários recantos do mundo, seja o Japão (Shell and Joint), o Uruguai (La Muerte de un Perro), a Rússia (1986), a Bósnia e Herzegovina (Majnuni), e o Canadá (Murmur, Tapeworm), frente-a-frente com um contingente de promessas do cinema norte-americano. Entre os olhares atentos por estas pequenas produções dos EUA, está Sanzaru, filme de terror assinado por Xia Magnus, que transporta para o Texas um pouco do exotismo filipino, ou até mesmo Beware the Dog, um não convencional romance fundido com as tendências coming-of-age pela mão de Nadia Bedzhanova e com coprodução germano-russa. Nos documentários, existe ainda o curioso Big Fur, de Dan Wayne, sobre um taxidermista determinado a reconstruir um Pé Grande fémea.

Big Fur

Já nas sessões especiais, Lilian, de Andreas Horvath, um road-movie descrito como uma “crónica de um gradual desaparecimento” e ainda Animation Outlaws, dirigido por Kat Alioshin, sobre um quase marginal festival de animação, o Sick & Twisted.

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