IndieLisboa cria duas novas secções: Silvestre e Boca do Inferno

(Fotos: Divulgação)

  

A organização do IndieLisboa anunciou hoje que vão ser criadas duas novas secções na edição 2015 do certame, a decorrer de 23 de abril a 3 de maio. Intituladas Silvestre e Boca do Inferno, estas secções prometem ser «bravas» e «destemidas».

Silvestre reúne obras de jovens cineastas e autores consagrados onde prima a originalidade, fundindo as anteriores secções Observatório, Cinema Emergente e Pulsar do Mundo. Em foco especial nesta secção «estará num jovem cineasta que documenta o mundo BDSM com um olhar íntimo e despojado de artifícios». O nome será revelado na próxima semana.

Já confirmado está o novo filme de Alex Ross Perry, cineasta que ainda em 2012 teve presente no certame o curioso The Color Wheel. O seu novo filme, Queen of Earth, estreou na mais recente edição do Festival de Berlim.

Já a Boca do Inferno nasceu, segundo a organização, de uma «forma inesperada com a programação que se foi desenhando e esculpiu sozinha o seu lugar no festival.». Na realidade, e analisando a frio, esta secção representa aquilo que já se sentia necessidade no certame: «uma secção da meia-noite», tão comum em festivais como Sundance, SXSW e Toronto. As sessões da meia-noite do Indie vão decorrer no Cinema Ideal. Lá poderão ser vistas obras de culto que envolvem «vampiros mais ou menos domesticados, realizadores de filmes porno com problemas existenciais, camarões ninfomaníacos e lobisomens adolescentes», entre outros.

The Duke of Burgundy, de Peter Strickland é um dos filmes presentes nesta secção.

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