
O docudrama guatemalteco Ixcanul, que fora distinguido em Berlim com o Prémio Alfred Bauer, foi o grande vencedor dos festivais de cinema de Guadalajara (México) e Cartagena das Índias (Colômbia), arrecadando o prémio de melhor filme ibero-americano e melhor realizador (Jayro Bustamante) no certame mexicano, e o prémio de melhor filme no evento colombiano.
A obra, que revisita a região indígena de Kaqchiquel Maia, no interior montanhoso da Guatemala, capta a história de uma jovem de 17 anos que decide fugir da casa dos seus pais e descobre que existe um admirável mundo novo.
Em Guadalajara, destaque ainda para a vitória de 600 Miles na categoria de melhor filme mexicano e de La Delgada Linea Amarilla, de Celso Garcia, no prémio do público.
Já em Cartagena das Índias, realce para os triunfos de Hector Galvez na categoria de realização pelo filme peruano NN , o duplo triunfo da obra brasileira Branco sai, preto fica, de Adirley Queirós [Prémio Especial do Júri/Prémio FIPRESCI], e a vitória de El silencio del rio, de Carlos Tribiño, na secção dedicada ao cinema local.

