
Um dos mais importantes documentaristas brasileiros, falecido este ano, será o homenageado da Mostra, que decorre entre 10 e 14 de dezembro no cinema São Jorge, em Lisboa e, pela primeira vez, na Casa das Artes, no Porto – entre 29 de janeiro e 1 de fevereiro de 2015. A programação da 5ª edição do festival só será divulgada dia 25 de novembro mas, para já, anuncia novidades em relação aos anos anteriores.
Este ano serão três seções a compor o panorama. Para além da seção retrospetiva, destinada a Coutinho, existirão outras duas, Horizontes e Novos Caminhos. Na primeira exibem-se obras do cinema recente da América Latina, onde a diversidade é a palavra-chave. Já o fenómeno das migrações é o tema principal da segunda.
O mais famoso trabalho de Eduardo Coutinho foi Cabra Marcado para Morrer, vencedor de dois prémios no Festival de Berlim, em 1985. O filme parte de um trabalho que um então jovem cineasta desenvolvia em 1964, quando documentava o quotidiano de uma família brasileira. Neste ano, um golpe militar instaurou a ditadura militar no país. Impedido de continuar a produção, Coutinho retoma seu filme em 1981, registando a vida da mesma família – agora em luta para sobreviver depois do patriarca ter sido assassinado.

