Brilhantemente interpretado, “Thirst” constroi as suas personagens através de idiossincrasias e dilemas. Por um lado, o padre tem conflitos éticos com a sua condição de vampiro e recusa matar para se alimentar. Por outro lado, a jovem que precisa de ser salva é tão manipuladora quanto frágil.
O seu relacionamento amoroso vai potenciar estes seus problemas em vez de os resolver. “Thirst” avança na sua recta final para um choque moral entre os protagonistas, o seu rasto de destruição, e a sua derradeira busca pela redenção. Wook dá uma visão única e complementar ao mito dos vampiros e ao seu cenário, refrescante dentro da recente avalanche vampírica.
Destaque também, como já é habitual nos seus filmes, para alguns momentos visuais muito bem conseguidos, como a sequência passado no penhasco ao nascer do sol, a sala pintada de branco e uma sequência envolvendo uma mulher muda que tenta desmascarar as criaturas.
Menos agressivo e violento que nos seus filmes anteriores, Wook apresenta aqui um mais próximo das linhas amorosas e sonhadoras do recente “I’m a Cyborg but that’s OK”, mas com um forte reflexão moral e filosófica.
O Melhor: O duo protagonista
O Pior: A parte central é um pouco longa demais.
| Base |
| “Thirst” é mais um épico da Park Chan Wook (“Oldboy”, “Simpathy for Lady Vengeance”) que cria, como de costume, um filme visualmente e narrativamente forte. Mas deste vez, os dilemas levantados no final irão colocar em causa muito do imaginário vampírico moderno….9/10 |

