
Of Time and the City
Chegado o último dia do festival e das férias que tirei para o poder seguir, a nostalgia foi o ambiente perfeito para receber o filme de Terence Davies. Um filme pessoal, autobiográfico, onde Davies procura nas suas memórias e nas de filmagens antigas, a história de Liverpool e da sua infância.
A comparação com “My Winnipeg”, de Guy Maddin, é inevitável, mas Davies acaba por se centrar demasiado na sua experiência pessoal e dar-nos apenas fragmentos de narrativa (nunca uma história completa) sobrecarregados visual e musicalmente, e acaba por fugir à Liverpool que conhecemos das docas, das fábricas, dos Beatles…
É um exercício de construção cinemática de memórias, sem nunca querer aceitar a narrativa que se impõe na autobiografia. (6/10)
João Miranda

