
The pleasure of Being Robbed
É inevitável que em 20 filmes escolhidos num festival de cinema independente, apareça algum que não nos diga nada. The Pleasure of Being Robbed é um desses filmes. Sem qualquer estrutura ou objectivo, o filme parece querer convencer-nos de que a personagem principal Eleonore é, para lá da sua amoralidade, alguém com algum interesse. Interesse suficiente para se basear um filme de hora e meia nela e numa meia dúzia de situações pelas quais se passa sem retirar nada delas.
Acaba por se dispersar na sua falta de narrativa, a personagem é apática e estática, torna-se como seguir a conta de twitter de uma desconhecida, com a qual acabamos por não simpatizar. O argumento do estilo de vida alternativo que ela leva como uma forma de subversão não se aplica, já que todas as suas acções são inconsequentes; como uma débil mental passa pelas situações sem aprender nada, com o cúmulo do ridículo atingido na cena em que é presa.
O cinema independente podia já ter ultrapassado esta moda tão irritante que surgiu das personagens estranhas e concentrar-se de novo nas narrativas e nas soluções criativas para ultrapassar a falta de meios e/ou limitações técnicas. Absolutamente dispensável. (2/10)
João Miranda

