
Crítico
Constituído por várias entrevistas, organizadas em secções temáticas, não procura oferecer nenhuma resposta conclusiva sobre o tema, propondo antes uma reflexão sobre o tema com vários exemplos, positivos e negativos, de crítica e de reacção. É um documento fascinante para qualquer pessoa que se interesse por cinema. (7/10)
DDongpari – Breathless
É um filme bastante violento, não sendo no entanto original: é até possível fazer um jogo da contagem de clichés usados, de tantos que há. No entanto está bem filmado e é um bom primeiro filme para o realizador, que é também o produtor e o actor principal. (5/10)
DDongpari – Breathless
E “Breathless”, a primeira obra de Yang Ik-june, segue muito esse estigma coreano, focando-se na violência doméstica e nas razões que podem estar por trás dela. A disfuncionalidade familiar e uma ausência de amor, são clichés típicos que explicam as razões de todos os males, mas não deixam, por isso mesmo, de ser realmente o porquê.
E “Breathless”, apesar de dar a entender que é um filme focado numa temática simplista, é no fundo uma análise a um problema maior e global. O seu protagonista é uma “vítima” desse sistema, mesmo sabendo que um dia, como ele bem o diz, o tipo forte que dá sempre porrada vai encontrar alguém mais poderoso que ele.
Com os sentimentos à flor da pele, humor bem apaziguador no meio da violência inerente, e interpretações razoáveis dos seus actores, “Breathless” acaba por ser uma obra bem interessante, que de uma forma bizarra como Takeshi Miike o fez em “Visitor Q” – ainda que menos surreal e estilizado – demonstra que a violência e a tragédia podem muito bem refazer as fundações de famílias profundamente desreguladas. (7/10)
Prince of Broadway
De uma grande sensibilidade, evita as situações mais óbvias neste tipo de filmes com crianças e que se recusa a vitimizar ou glorificar as personagens que fazem parte dele, mostrando-as antes em toda a sua humanidade, a cometerem erros e a tentarem sobreviver nas condições em que se encontram, sem moralismos ou sentimentalismo fácil. Peca pela qualidade da imagem e do som, resultante da falta de meios e de um certo amadorismo, mas que acaba por se esquecer pela história e pelas personagens. (7/10)

