“Arco” triunfa no Festival de Cinema de Animação de Annecy

(Fotos: Divulgação)

A animação “Arco“, sobre uma amizade inesperada e o destino de um mundo afetado pelas alterações climáticas, ganhou o Cristal de melhor filme no Festival de Cinema de Annecy, em França.

Estreado em Cannes, a longa-metragem de estreia do ilustrador francês Ugo Bienvenu segue Arco, um rapaz de 10 anos do ano 2932 que, inadvertidamente, viaja no tempo, através de um arco-íris, até 2075, onde encontra Iris, uma jovem rapariga que vive o colapso ambiental. A sua amizade crescente torna-se uma ligação terna mas urgente através do tempo.

O prémio do júri da competição principal foi atribuído a “ChaO“, do realizador japonês Yasuhiro Aoki, que imagina uma Xangai caótica no futuro, povoada por seres híbridos e dinâmicas de poder em mutação. O Prémio Paul Grimault foi atribuído a “Dandelion’s Odyssey“, de Momoko Seto, que estreou na Semana da Crítica de Cannes e segue um grupo de dentes-de-leão que viajam através de vários ecossistemas pelo espaço após um desastre na Terra.

Na secção Contrechamp, “Endless Cookie“, um documentário de animação canadiano de Seth e Pete Scriver, que estreou no Festival de Sundance, foi o vencedor. O filme, muitas vezes surrealista, explora as memórias de Pete sobre o seu crescimento como pessoa das Primeiras Nações de Shamattawa, Manitoba.

Little Amélie or the Character of Rain“, uma adaptação do romance de Amélie Nothomb, realizado por Maïlys Vallade e Liane-Cho Han, ganhou o prémio do público de Annecy para a melhor longa-metragem. Este filme também teve estreia no Festival de Cannes.

Relembre-se que dois dos grandes vencedores de Annecy do ano passado, “Memoirs of a Snail” (Cristal de Melhor Filme) e “Flow” (Prémio do Público), chegaram às nomeações aos Óscares e tiveram estreia comercial em Portugal.

Vale a pena ainda referir que uma das grandes novidades anunciadas este ano em Annecy é uma nova etapa no seu engajamento em prol da igualdade entre mulheres e homens no cinema de animação. Nesse sentido, Mickaël Marin, diretor-geral da CITIA, anunciou uma nova iniciativa: a criação de uma residência dedicada a realizadoras que desenvolvem uma longa-metragem de animação. Esta residência terá lugar em 2027, na Cité Internationale du Cinema d’Animation, em Annecy, e está pensada como um espaço de mediação, transmissão, criação e investigação, fortalecendo a relação entre os artistas e o público.

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