A animação portuguesa vai estar em grande destaque na edição 2024 (9-15 junho) do Festival de Cinema de Animação de Annecy. O anúncio foi feito ontem, através de vídeos assinados por Regina Pessoa e José Miguel Ribeiro, na presença de Isabel Corte-Real, Conselheira Cultural da Embaixada de Portugal em França. Portugal sucede assim ao México, que teve em grande destaque na edição de 2023 do festival.
Distinções da edição 2023
O filme “Linda veut du poulet!” (“Chicken For Linda”), de Chiara Malta e Sébastien Laudenbach, conquistou o principal prémio no Festival de Animação de Annecy (11-17 junho) este sábado.
Erguido a partir do desenho tradicional 2D, da rotoscopia a figuras simples, esta comédia dramática de cariz familiar conta a história de uma mãe e uma filha que vão à procura de ingredientes para um prato de frango com pimentos. Porém, essa tarefa aparentemente fácil torna-se um verdadeiro calvário devido a uma greve geral em França. Uma das obras mais curiosas da seleção 2023 da ACID – Association du Cinéma Indépendant pour sa Diffusion, o projeto conquistou ainda o Prémio Gan para a Distribuição.

Áron Gauder, da Hungria, que já conquistara o principal prémio de Annecy em 2005 com “The District“, levou para casa nesta edição de 2023 o Prémio do Júri por “Four Souls of Coyote”. O filme faz uso de animação 2D e 3D para reformular o mito da criação dos nativos americanos como uma aventura épica com consciência ecológica. Ainda na competição principal, Tomohisa Taguchi conquistou o Prémio Paul Grimault por “The Tunnel to Summer, the Exit of Goodbyes”, uma adaptação mágica e realista de um mangá sobre um casal de adolescentes que descobre um túnel fantástico que realiza qualquer desejo, mas cujo custo pessoal é tremendo.
Na competição paralela Contrechamp, a vitória coube a uma história de amizade entre um robô e um cão na década de 1980 em Nova Iorque. Adaptado de uma história em quadradinhos de Sara Varon, “Robot Dreams” é uma história de amizade, que por veze, confunde-se com um bromance apaixonado, ou até uma relação LGBTQIA+, à luz do arco-íris que pontua a trama e de referências recorrentes a “O Feiticeiro de Oz” e Judy Garland.

“Tony, Shelly and the Magic Light”, de Filip Pošivač, ganhou o Prémio do Júri da Contrechamp, e “Sirocco and the Kingdom of Air Streams”, conquistou o Prémio do Público. Nas curtas -metragens, o triunfo sorriu a “27” de Flóra Anna Buda, enquanto nas produções para TV o grande vencedor foi “Pebble Hill“, de Marjolaine Perreten.

