A-ha e Charlotte Gainsbourg em destaque no Doclisboa

(Fotos: Divulgação)

O festival, cuja 19ª edição arranca a 19 de outubro, divulgou hoje mais alguns destaques da sua programação. A Heart Beat, a secção dedicada às artes que é a “joia da coroa” do Doclisboa, promete novamente grandes títulos. 

Com uma estreia bem-sucedida em Cannes, “Jane by Charlotte” traz Charlotte Gainsbourg a examinar a sua relação com a sua mãe, um dos grandes ícones da 7ª arte, Jane Birkin. 

Já os A-ha, uma das bandas “pops” mais bem-sucedidas dos anos 80, beneficiam de um documentário (“A-ha The Movie“) que aborda toda a sua trajetória – do início ao insólito sucesso internacional  de uma banda vinda da Noruega.

Entre outros títulos divulgados, destaque para “O Bom Cinema“, abordagem sobre um leque de artistas que operaram paralelamente ao Cinema Novo brasileiro dos anos 1960 e marcaram o início da década seguinte – o chamado Cinema Marginal. 

A secção alberga projetos que abrangem uma multiplicidade de artistas e áreas, como o pintor coreano Kim Tschang-Yeul (“The Man Who Paints Water Drops“), a pintora turca Güler Yücel (“The Poet´s Wife“), o coreógrafo e ativista norte-americano Alvin Alley (“Alley“) ou o famoso explorador Jacques Cousteau (“Becoming Cousteau“).

PANORAMA INTERNACIONAL

Para abrir o festival deste ano foi escolhido o filme sérvio “Landscapes of Resistance (Marta Popivoda), história de uma mulher jugoslava que resistiu ao nazismo durante a 2ª Guerra Mundial. Já o encerramento fica-se com mitos italianos e paisagens argentinas no alegórico “The Tale of King Crab“, que Alessio Rigo de Righi e Matteo Zoppis apresentaram na Quinzena dos Realizadores, em Cannes.

O panorama internacional apresenta dois grandes destaques: “The Story of Looking“, elogiado trabalho de Mark Cousins sobre “a realidade percepcionada pelo olhar” e “Uprising“, tríptico corealizado por Steve McQueen (com James Rogan) e produzido pela BBC sobre um incêndio ocorrido em 1981 em New Cross onde 13 afro-americanos morreram.

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PORTUGUESES

Muitas figuras portuguesas em obras diversas no Doclisboa: a dança contemporânea surge através de João Fiadeiro (“Nada Pode Ficar“), a atriz Eunice Muñoz (“Eunice ou Carta a uma Jovem Atriz“) e filmes sobre espaços diversos – o centro do país em “Disperso pelo Centro“, os bairros lisboetas de Alfama e Mouraria (“Do Bairro“) ou “Jamaika“, no outro lado do Tejo.

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