Fomos conhecer uma das futuras estrelas do cinema de acção. Um canadiano de 30 anos com uma forte ética de trabalho.
Poderemos dizer que este vai ser o ano de Taylor Kitsch? É que para além de ‘John Carter’ vem aí ‘Battleship – Batalha Naval’ (estreia dia 19 de Abril)…
Não sei se será o ano de Taylor Kitsch. Mas é verdade, lutei bastante para aqui chegar. Não foi fácil. Sou bastante muito autocrítico, e é verdade que sou melhor actor agora do que era há 3 anos atrás.
Para quem era relativamente desconhecido, é possível ficar preparado para toda esta exposição?
É difícil estar preparado. Eu tenho 30 anos e uma boa ideia de quem sou. Não tenho nada a provar. O meu trabalho falará por mim. Se quisesse ser uma vedeta não viva em Austin, no Texas, mas em LA. Foi uma escolha que fiz.
Como que se preparou para este filme?
Basicamente, segui uma dieta muito aborrecida. Foi um regime intenso, de pesos e treinos com cabos. Isto durante sete meses, a acordar às 4,30 da manhã, para treinar antes de ir para o estúdio. Com nova sessão depois. Foi esgotante. Sobretudo porque são seis dias por semana. Sofri de exaustão.
O que sabia sobre a personagem John Carter antes de fazer o filme?
Nada. Não sabia nada. Apesar de conhecer o Edgar Rice Burroughs. Mas tive uma reunião genérica com o Andrew Stanton que me explicou tudo o que necessitava de saber.
Também é verdade que já passou na sua vida tempos menos bons?
Sim, Tudo o que consegui foi com muito trabalho. Passei um período mais duro, em que não tinha trabalho, mas decidi manter-me com o meu treinador.
E o que fez?
Trabalhei como nutricionista e ’personal trainer’. Vivia com 3 dólares por dia. E isso é estar sem abrigo.
Taylor Kitsch em «John Carter »
Já foi sem abrigo?
Sim, já fui sem abrigo. Aproveitava a noite para dormir no metropolitano. Foram uns três meses assim.
E agora acha que vive um sonho?
É algo parecido com isso, sim. Quando olho para trás… Esta oportunidade apareceu-me e eu não podia perdê-la.
Agora até contracena com Rihanna em ‘Battleship – Batalha Naval’. Teve oportunidade de a conhecer melhor?
Não tive tempo para isso. E não sou o tipo que quer que eu seja. Não sou uma celebridade. Para mim, é a ética de trabalho que conta.
Como foi trabalhar com o ‘blue screen’ (o ecrã verde onde se projectam os efeitos especiais)?
Tentei tornar tudo credível. Tinha de acreditar tanto que de outro modo seria notório.
Ei-lo de novo ao lado Lynn Carter, depois de ‘X-Men: Origens Wolverine’…
Foi ótimo. Sou um grande fã. Ela vai estar por aqui durante muito tempo.
Estará disponível para uma sequela de ‘John Carter’?
Sim, claro. Completamente.
Antes de ser actor, o que gostaria de ser?
Eu cresci a jogar hóquei (FNL), no Canadá. Ando no gelo desde os 3 anos. Era essa a minha vida. E para todos os canadianos. Mas magoei o joelho e não tinha mais nada. Acho que representar já devia estar sempre dentro de mim.
Qual foi para si o grande papel da sua carreira?
Talvez este em ‘John Carter’, pela dimensão que tem, mas também como Kevin Carter em ‘Repórteres de Guerra’ (2010).
Que clássico ficaria melhor consigo no protagonista?
Se são clássicos é por uma razão, por isso não quero estragar esses planos…
Há algum papel que gostaria de representar e não tenha tido a possibilidade?
Diverti-me tanto com a parte de Oeste em ‘John Carter’ que vou pedir ao Stanton para escrever um western. Gostaria de fazer um western mesmo muito duro. Seria o ideal para mim.
Conhece algum português vivo ou morto?
Não posso dizer que conheço… Mas sei que as mulheres são muito bonitas em Portugal.

