
Após ter conquistado algum primor com O Quebra-Corações, o realizador Pascal Chaumeil, em conjunto com o seu par de argumentistas, Laurent Zeitoun e Yoann Gromb, aventuram-se nesta comercialmente pretensiosa comédia, Um Plano Perfeito. A formatação e a rendição dos gauleses aos próprios códigos da comédia romântica norte-americana faz-se de forma carismática, mas prejudicada pela sua falta de identidade e pelo fraco trabalho na composição das suas personagens e intrigas.
É uma história disparatada que nos remete à bela Isabelle (Diane Krueger) que encontra-se apaixonada e prestes a casar com o homem dos seus sonhos. Tudo poderia correr bem se não fosse o receio dela pela maldição que abate a sua família há gerações: o primeiro casamento resulta em fracasso descomunal. Para evitar esse tal signo, a nossa protagonista aceita o conselho da sua irmã e decide casar com o primeiro idiota que lhe surgir para depois no ápice divorciar. O problema é que Isabelle encontra o estranho Jean-Yves (Dany Boon), o que tornará o supostamente simples numa missão de alto risco.
Trata-se de uma comédia feita através de medidas grandes, de sequências dispendiosas e cenários variados, ou seja, é uma grande indústria por detrás de algo supostamente singelo e simples. Um Plano Perfeito limita-se ao proveito dos seus astros (o comediante Dany Boon está em todas) e a cedência à previsibilidade como desculpa do ridículo que remete na sua intriga. Para ser sincero não incomoda ninguém, mas no seu todo é uma obra dispensável e sem referências para ficar na memória. Para ver só uma vez!

Hugo Gomes

