MOTELx: «The Lords of Salem» por José Pedro Lopes

(Fotos: Divulgação)

O sexto filme de Rob Zombie – um ícone da música hard&heavy que conseguiu transitar o seu estatuto de culto para o cinema com House of 1000 Corpses e The Devil’s Rejects – é o seu trabalho mais ambicioso mas também mais complicado de digerir. Aquando o lançamento da sua versão de Halloween de John Carpenter – um “remake” pouco comercial, violentíssimo, e com um cunho muito pessoal – a crítica apelidou Zombie como um dos últimos verdadeiros autores do cinema comercial americano.

Lords vem precisamente confirmar isso – é mais que tudo um filme de autor, um reflexo da personalidade do metaleiro cineasta e da sua paixão pelo Giallo e pelo oculto. No filme, vemos como Heidi (interpretada por Sheri Moon Zombie, mulher do realizador e extremamente má actriz) é progressivamente atraída pelas bruxas de Salem de forma a dar luz à maldição que levará ao fim do mundo – num espectáculo da banda Lords.

Cheio de momentos visuais bizarros e estranhos (como a sequela Halloween II já era) e com um ambiente do mais Giallo (terror italiano dos anos 70 e 80) do que se pode encontrar, The Lords of Salem é um filme para puristas do terror ou da escola que ensinou Rob Zombie a fazer músicas como “Dragula” ou “Living Dead Girl“. Para os demais, provavelmente toda esta empreitada parecerá uma festa privada apenas para amigos da banda.

O melhor: O ambiente e o “feel” retro do filme.
O pior: Sheri Moon não está ao nível do que Rob pretende da sua protagonista.


José Pedro Lopes

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