«Shanghai Calling» (Destino: Xangai) por Hugo Gomes

(Fotos: Divulgação)

Sob a promessa de um cargo como partner numa empresa de advocacia, o sino-americano Sam Chao (Daniel Henney) segue para Xangai no âmbito de concluir um negócio de um importante cliente. Arrogante e pretensioso, Chao tenta cumprir o serviço através dos seus eficazes métodos, mas ao invés de resolvê-lo, cria situações embaraçosas e deveras prejudiciais à sua carreira. Para remediar os seus erros, Chao irá pedir ajuda a todos aqueles que havia desprezado na sua estadia em Xangai.

Estreante no ramo das longas-metragens, Daniel Hsia dirige Shanghai Calling (também autor do argumento), uma comédia romântica irónica corrida por um tom demasiado meloso que chega por momentos a “intoxicar” o espectador. O que vemos aqui é uma fórmula mastigada e previsível guiada pelos habituais moralismos e bons valores éticos. Escusado será dizer que Shanghai Calling é um impasse cinematográfico daqueles que parecem já se tornado rotinas pelas nossas distribuidoras.

Existe pouco cinema aqui, aliás é de notar que exista mais componentes televisivos e não refiro à qualidade das melhores séries de televisão do momento, mas sim dos evitáveis “tapa-buracos” das tardes de Domingo generalistas. Se não fosse o carisma transmitido pelo personagem de Daniel Henney (mais conhecido por ter sido um dos vilões de X-Men Origins: Wolverine, de Gavin Hood), Shanghai Calling convertia-se num poço mais inóspito de ideias do que aquilo que é.

Personagens secundárias descartáveis e sem interesse, um cruzar de tramas que “não aquece nem arrefece” e um “vasculhar” conjunto de gags que transmitem um choque entre culturas (previsto neste tipo de produções), Shanghai Calling é uma pura e entediante ida ao cinema. Nada de novo, nada de original nem criativo, quase nada mesmo … embora admita que perante tal panorama cinematográfico, existe bem pior em cartaz!

O melhor – Daniel Henney
O pior – puramente entediante e “mastigado”


Hugo Gomes

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