Trata-se da ansiada produção biográfica sobre a jovem rainha francesa, Maria Antonieta, que aos 19 anos subiu ao trono, ao lado de Louis XVI.
Elenco
Kirsten Dunst, Jason Schwartzman, Rip Torn
Realizado por Sofia Copolla
Crítica
O novo filme de Sofia Copolla (‘The Virgin Suicides’, ‘Lost in Translation’) é muito difícil de julgar, tal é original a sua proposta e ambicioso o seu objectivo: derradeiramente ambicioso ao ponto do filme não funcionar por completo.
A ideia passa por contar a história de Marie Antoinette, a última rainha da França, mas sem prender o filme a uma estética clássica ou de época. O filme tem músicas rock e planos modernos, ao mesmo tempo que é bastante coloquial.
Esta adaptação de uma história clássica a uma estética moderna por vezes faz lembrar ‘Cruel Intentions’, por bons e maus motivos, ao mesmo tempo que se prende às limitações de qualquer adaptação histórica e de época.
Se o filme é brilhante na sua primeira metade, ao nível do melhor de Sofia Copolla, ele depois perde energia na segunda metade para contar os factos da vida de Antoinette. Mas Sophia Copolla é tão interessante e boa a construir personagens (como todos sabemos) que acaba por ser uma regressão quando o filme, na sua recta final, se torna tão factual e histórico.
É interessante, mas complicado gerir um filme que é por vezes tão formal e por outras vezes tão provocador emocionalmente, que oscila entre música clássica e rock, e que é derradeiramente apunhalado por Kirsten Dunst, uma actriz claramente insuficiente para um desafio tão misto.
O filme conta com uma excelente fotografia e cenografia, e com momentos visuais e emocionais brilhantes.
Não haja dúvidas que Sophia Copolla é uma realizadora a seguir e manter no panorama do cinema actual, pela vida e originalidade que lhe dá. E ‘Marie Antoinette’, como filme tão brilhante, apesar de confuso, tão interessante e tão provocador, é uma das melhores propostas de 2006. Porque como qualquer filme de Sofia, ele é apaixonante..…8/10… José Pedro Lopess

