Uma estudante tem a angustiante visão de uma grave acidente numa montanha-russa, e consegue evitar que ela e os seus amigos morram nesse mesmo acidente. Agora ela vai ter de evitar que a morte revisite os sobreviventes.
Elenco
Mary Elizabeth Winstead, Ryan Merriman, Jessica Amlee
Realizado por James Wong
Crítica
Após ter realizado “Final Destination” na entrada do novo milénio e não ter interferido numa sequela, eis que seis anos depois James Wong decide rentabilizar o produto que criou, e nos “presentear” com uma terceira parte.
“Final Destination 3” assenta na mesma fórmula que os seus antecessores: qualquer humano que se atreva a enganar o Grim Reaper tem de arcar com as consequências e acatar os seus instintos vingativos.
No entanto a originalidade do conceito parece ter-se esfumado no filme original.
Se já “Final Destination 2” tinha ficado uns bons furos abaixo do primeiro, aproveitando-se meramente um ou outro detalhe engraçado e uma sequência fabulosa na famigerada cena do acidente na auto-estrada, então esta terceira parte veio corroborar o velhinho cliché das sequelas nunca fazerem jus aos filmes primordiais.
O espectador é brindado com um argumento extremamente forçado, onde é desencadeada uma cadeia de acontecimentos com cheiro a hipérbole, sem a espontaneidade, impulsividade e credibilidade que caracterizaram o primeiro filme.
Em “Final Destination 3”, tudo é dissecado ao milímetro, não deixando qualquer espaço para a interpretação. Para além desse vil atestado de ignorância ao espectador, temos alguns buracos que por vezes fazem descarrilar o argumento, como sinais a torto e a direito, vínculos de situações disparatados e interligações de acontecimentos sem qualquer nexo.
Apesar de um storytelling elementar e de um naipe de actores mediano, “Final Destination 3” mantém alguns pontos de interesse.
A catarata de referências cinematográficas que caracterizou os filmes anteriores continua a verter vertiginosamente, com imensos pormenores engraçados para ser desvendados. Temos os habituais nomes de presidentes americanos assassinados escondidos nas personagens e no seu quotidiano, tal como os nomes de realizadores famosos do cinema fantástico, entre outros pormenores que opto por não destapar…
As mortes – talvez o ex-líbris da saga “Final Destination” – continuam a ser originais, bem conseguidas e embrulhadas num humor negro bestial, isto apesar da referida implausibilidade exagerada na sucessão de acontecimentos que as originam.
Será este factor suficiente para sustentar a ida ao cinema? Acredito que, com a predisposição certa, poderá proporcionar alguns momentos de entretenimento ao longo dos 90 minutos, mas se entrarmos na óbvia análise comparativa, “Final Destination 3” fica a perder…
Resta esperar que este terceiro filme tenha sido o “último destino” da série. …5/10…. Victor Melo

