Uma louca comédia sobre identidades trocadas, traições, assassinos impiedosos e um amor não correspondido.
Elenco
Gary Oldman, Robert Carlyle, Jimi Mistry, Billy Zane, Terrence Stamp
Realizado por Charley Stadler
Crítica
“Dead Fish” é um filme passado na Londres dos nossos dias, explorando os mais variados tipos de personagens. Tudo começa quando, por acidente, o telemóvel de Abe é trocado pelo de um assassino contratado. A partir daí os seus mundos colidem de uma forma divertida.
Este é definitivamente o pior dia da vida de Abe, num filme de Charley Stadler, com Gary Oldman, Billy Zane e Robert Carlyle.
A estreia na realização de Charley Stadler é um filme divertido, mas com momentos mornos, recheado de personagens peculiares em situações caricatas, mas pouco originais.
Derradeiramente, isto afecta a eficácia de ‘Dead Fish’, um filme bem na linha de ‘Lock Stock and Two Smocking Barrels’ de Guy Ritchie, e da escola de Quentin Tarantino, de histórias cruzadas, coincidências inacreditáveis e criminalidade.
Um exemplo disto está no seu casting. Gary Oldman (‘Dracula’, ‘Leon’) está muito bem como assassino profissional, mas demasiado semelhante a personagens que interpretou anteriormente. Robert Carlyle (‘Trainspotting’) funciona sempre bem como o escocês colérico que fala muito, mas a sua personagem aqui é exactamente igual ao que ele faz sempre. Ou Terrence Stamp como Fish, sempre calmo e sarcástico.
Isto não seria muito grave se as personagens “mais” originais fossem boas, mas a realidade é que nem são muito interessantes nem bem interpretadas. O sucesso reside nos secundários, entregue a actores profissionais a fazerem personagens que conhecem bem.
Por tal, temos um filme que funciona a espaços e que é divertido, mas cuja narrativa principal é um pouco perdida.
De notar o grande trunfo do filme: Billy Zane (‘Titanic’). Este actor está espectacular como um agente muito peculiar e Karel Roden (vilão de ‘15 Minutes’) forma com Zane um dupla hilariante.
No final, originalidade à parte, ‘Dead Fish’ tem profissionalismo nos actores e gags suficientes para ser um bom filme.…6/10…. José Pedro Lopes

