É um filme propositadamente mau, com diálogo tão piroso que até o Vitor Espadinha teria vergonha de o dizer, com olhares tão intensos que arrancam papel de parede e sorrisos tão forçados que se vêm os agrafos que os prendem. É hilariante. A cada curva da plot surge um novo elemento baseado num lugar-comum do género, assumindo proporções irrealistas: num momento Black Dynamite está a lutar contra gangs locais, noutro está na “Ilha Kung-Fu” a lutar com um super-vilão. A coreografia das lutas passam de lutas realistas ao simples movimento dos braços enquanto se anda, aumentando sempre o ridículo de tudo o que ocorre.
Este filme é perfeito para se ver com os amigos e descontrair, sem perder muito tempo a pensar em representações raciais ou de género ou em mensagem, já que a utilização de estereótipos não o permite e porque mensagem parece ter sido a última coisa que passou pela cabeça de quem fez este filme.
A Base: É hilariante… 7/10
O Melhor: Black Dynamite, claro!
O Pior: Tudo o que é mau neste filme é propositado, pelo que se torna difícil dizer o que possa ser verdadeiramente mau.

