
A cena inicial deste filme estabelece bem o tema do mesmo: uma mãe demasiado preocupada com o seu filho, que tem um atraso cognitivo, tenta protegê-lo não pensando sequer no seu bem-estar para garanti-lo. Quando este é acusado de um crime e a polícia fecha a investigação baseada numa confissão atabalhoada, a mãe toma a responsabilidade de a fazer avançar sozinha.
Esta é a base do novo filme de Joon-ho Bong, que já nos trouxe “The Host” e “Memories of Murder”, realizador de extrema eficiência na construção do ambiente e da tensão. E é isso que nos apresenta agora: um filme eficiente, mas que acaba por não escapar a todos os clichés que assombram o cinema actual, sendo possível predizer todo o filme nas primeiras cenas.
Ainda assim, a actuação de Hye-ja Kim como mãe, só por si, é motivo suficiente para ver este filme. Conhecida na Coreia do Sul pelos seus papéis de mãe, desempenha aqui o papel com uma dedicação e coerência tais que é impossível ficar indiferente.
Com estreia marcada para 13 de Maio, este filme é um thriller eficiente e uma aula em representação.
A Base: é um thriller eficiente e uma aula em representação. 6/10
O Melhor: A representação de Hye-ja Kim.
O Pior: A previsibilidade e os lugares-comuns cinematográficos.

