Criticas do IndieLisboa: ‘Accident’ por João Miranda

(Fotos: Divulgação)

O que é o acaso? Há acidentes? Quando um grupo responsável pela encenação de crimes como acidentes perde um dos seus elementos por acidente, poderá haver alguém por detrás?

 
Este filme joga, desde o título, com a noção de acidente e das possíveis ligações que fazemos (ou perdemos) entre acontecimentos. Centrado no cabecilha do grupo, vemos como a suspeita e a constante vigilância (a tocar as raias da paranóia) percorrem todas as suas acções e guiam o grupo na sua coordenação. Filmado quase exclusivamente do seu ponto de vista, somos levados numa viagem do que pensamos saber, entrelaçado com a sua tentativa de lidar com a perda da mulher num acidente de carro. Com o ritmo marcado pelos acidentes que vão acontecendo, a impossibilidade de perceber o que é propositado ou casual mantém-se até ao final do filme, com a tensão e a dúvida constante.

Com uma fotografia magnífica e uma edição bem pensada, este é um filme em que todos os elementos parecem ter significado e importância, uma reflexão sobre o acaso e os limites do conhecimento. A única coisa que pode desapontar no filme é um final que não parece fazer completo sentido dentro da suspeita quase paranóica da personagem. Ainda assim, este é, até agora, um dos melhores filmes do festival.

 A Base: este é, até agora, um dos melhores filmes do festival. 8/10

O Melhor: O conceito e a fotografia.
O Pior: O fim um pouco atrapalhado.

João Miranda

 

Criticas do IndieLisboa: ‘Accident’ por Jorge Pereira

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