Criticas do IndieLisboa: ‘Accident’ por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)

 

É inevitável comparar o início de “Accident” a um qualquer “Final Destination”, tal a elaboração da morte a que assistimos como se tudo estivesse destinado a ser assim. Porém, não há nada acidental nos eventos ocorridos neste filme, ou até talvez haja, desde que a paranóia não vos consuma.

Ho Kwok-fai (Louis Koo), mais conhecido como o «Cérebro», pratica – juntamente com mais três colegas – os assassinatos perfeitos, fazendo, ao mais ínfimo detalhe, com que tudo pareça o mais banal dos acidentes.

Quando num desses trabalhos um dos membros do gang é morto, acidentalmente por um autocarro que perde o controlo no meio de um temporal, Kwok-Fai começa a desconfiar que alguém anda atrás de si e do seu grupo. O facto de a sua casa ser assaltada leva a um grau de paranóia ainda maior, levando este cérebro a entrar numa espiral paranóica e destrutiva que lhe trará tremendos dissabores.

Realizado com mestria por Soi Cheang, e com o dedo de Johnny To, ‘Accident’ é um intenso thriller minimalista, sem grandes sequências de acção mas com uma profunda tensão que nos enerva o suficiente para nós próprios não sabermos bem o que é acidente ou não.

Para isso bem contribui a fotografia, a banda sonora e uma interessante montagem que nos sufocam até ao último minuto.

 

A Base: Intenso thriller minimalista, sem grandes sequências de acção mas com uma profunda tensão que nos enerva o suficiente para nós próprios não sabermos bem o que é acidente ou não. 8/10

O melhor: O início devastador e todo o ambiente tenso do filme.
O Pior: O final faz demasiado lembrar “The Conversation” de Francis Ford Coppola.

 

Criticas do IndieLisboa: ‘Accident’ por João Miranda

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