É um filme claustrofóbico que retrata bem a ingenuidade da juventude dos soldados quando expostos a um conflito pela primeira vez, com a reconstrução cuidada do ambiente no interior do tanque e das dificuldades de um conflito em que não se sabe bem quem poderá ser o inimigo (desde os civis, a outras forças envolvidas, até aos aliados pouco confiáveis). Com o avançar do conflito, vai escalando também o conflito entre as personagens, divididas entre o que acham que devem fazer e a confusão e medo crescentes.
Há um forçar do espectador ao papel de voyeur, por vezes coincidente com o do artilheiro mas outras usado de forma pouco sofisticada ou subtil por parte do realizador – como em dois momentos do filme que são desnecessários para percebermos o horror da guerra, já passado tão bem pelo resto das imagens – mas não são suficientes para estragar o filme. 7/10
O filme faz parte do programa do Indie Lisboa, podendo ser visto sexta-feira, dia 23, às 21h45, no cinema Alvalade, ou Domingo, dia 25, também às 21h45, no São Jorge. Depois disso, estreará nas salas no dia 6 de Maio.
O Melhor: A recriação do ambiente claustrofóbico e sujo do interior de um tanque.
O Pior: A falta de subtileza de algumas cenas.

