O filme de encerramento do Fantasporto 2013 é mais do que parece à primeira vista: se a premissa de “Robot & Frank” é de filme simpático e previsível, a realidade é que a estreia na realização de Jake Schreier é um drama bem escrito e brilhantemente atuado por Frank Langella.
Frank vive sozinho na sua casa, baixo a constante preocupação dos seus filhos devido a grande problemas de memória que agora sofre. Quando era novo passou um grande período na cadeia por ser um ladrão profissional. Hunter, um dos seus filhos, oferece-lhe um robot para o ajudar nas tarefas domésticas e o estimular – mas Frank depressa descobre que o robot pode dar o lado físico a uma série de roubos que tinha na sua cabeça.
A abordagem de Langella é assertiva e os diálogos de “Robot & Frank” são inteligentes, com momentos de humor bem conseguidos e uma reflexão bem conseguida sobre a velhice e sob como nem com a idade somos capazes de mudar o que somos. No entanto, o filme peca por não desenvolver de forma satisfatória as suas mulheres, Liv Tyler e acima de tudo Susan Sarandon. Fica a ideia que o seu final é mais estética que conteúdo ao deixar o background familiar mal explicado.
Uma escolha de qualidade para o fecho do festival portuense mas que não consegue deixar de ser talvez um pouco simpática demais e previsível.
O melhor: Frank Langella.
O pior: A falta de explicação para a personagem de Susan Sarandon.
| José Pedro Lopes |

